- O desmatamento na Amazônia aumentou 4% na temporada 2024/2025, totalizando 4.495 quilômetros quadrados.
- O Cerrado, por outro lado, teve uma redução de 20%, com 5.555 quilômetros quadrados desmatados.
- Mato Grosso foi o estado mais afetado, com um aumento de 74% na degradação.
- O Pantanal registrou uma queda significativa de 72% no desmatamento, totalizando 319 quilômetros quadrados.
- O secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, destacou que as ações do Ibama ajudaram a evitar um cenário pior na Amazônia.
O desmatamento na Amazônia e no Cerrado apresentou resultados contrastantes na temporada 2024/2025, conforme dados do sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na Amazônia, houve um aumento de 4% nos alertas de desmatamento, totalizando 4.495 km². Em contrapartida, o Cerrado registrou uma redução de 20%, com 5.555 km² de área desmatada.
Os dados revelam que Mato Grosso foi o estado mais afetado na Amazônia, com um alarmante aumento de 74% na degradação, enquanto o Pará, que concentra 29% das áreas desmatadas, teve uma queda de 21%. O Pantanal, por sua vez, viu uma diminuição significativa de 72% no desmatamento, totalizando 319 km².
Análise dos Dados
O secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, destacou que, apesar do aumento na Amazônia, a situação poderia ser pior sem as ações do Ibama, que intensificou os embargos sobre desmatamentos ilegais. Ele ressaltou que a quase estabilidade nos números da Amazônia interrompeu um ciclo de queda nos alertas de desmatamento.
No Cerrado, a redução de 20,8% representa a primeira queda em quatro anos. Os estados que mais contribuíram para essa diminuição foram Maranhão, com 34%, e Tocantins, com 29%. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reafirmou o compromisso do Brasil em alcançar o desmatamento zero até 2030.
Fatores Contribuintes
Os incêndios florestais foram um dos principais fatores para o aumento do desmatamento na Amazônia, especialmente em Mato Grosso. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que, sem esses incêndios, a Amazônia teria visto uma redução de 8% no desmatamento.
Os dados do Deter, que emitem alertas diários sobre alterações na cobertura florestal, refletem a complexidade dos desafios ambientais enfrentados pelo Brasil. A próxima divulgação dos dados do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) está prevista para novembro, trazendo mais clareza sobre a situação.
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