- A JBS, maior exportadora de carne bovina do mundo, se prepara para apresentar dados na COP30, conferência climática global.
- A empresa, em parceria com a Universidade de Kansas, busca contestar a percepção negativa sobre a pecuária brasileira.
- O CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, afirma que os métodos europeus de cálculo de emissões são inadequados, pois não consideram a captura de gases.
- A Fazenda Roncador, com mais de 70.000 cabeças de gado, possui dados validados pela Embrapa sobre emissões e captura de gases.
- A JBS espera que essas informações melhorem a imagem ambiental do Brasil, especialmente diante das críticas ao agronegócio.
A JBS, maior exportadora de carne bovina do mundo, se prepara para apresentar na COP30, a conferência climática mais importante do planeta, evidências que contestam a percepção negativa sobre a pecuária brasileira. Em parceria com a Universidade de Kansas, a empresa busca demonstrar que a produção de gado no Brasil pode contribuir para a captura de gases de efeito estufa, desafiando os métodos tradicionais de cálculo de emissões.
Durante um evento em São Paulo, o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que as diretrizes europeias utilizadas para calcular as emissões são inadequadas. Segundo ele, esses métodos consideram apenas as emissões de carbono, sem levar em conta a captura de gases durante o processo produtivo. Tomazoni destacou que o Brasil possui exemplos concretos de captura de carbono, como a Fazenda Roncador, que abriga mais de 70.000 cabeças de gado e possui dados validados pela Embrapa sobre emissões e captura de gases nos últimos dez anos.
A JBS pretende apresentar esses dados na COP30 para reforçar a ideia de que a pecuária brasileira não é a principal responsável pelo desmatamento, como frequentemente alegado. O CEO argumentou que o clima tropical e os sistemas de produção locais resultam em impactos diferentes em comparação com os métodos de avaliação de emissões utilizados em regiões de clima temperado. Ele ressaltou que a produção de gado pode, na verdade, contribuir para a saúde do solo, reduzindo a necessidade de fertilizantes e pesticidas.
A colaboração com a Universidade de Kansas visa validar as informações apresentadas, oferecendo uma perspectiva externa sobre a produção de gado no Brasil. Com essa abordagem, a JBS espera melhorar as credenciais ambientais do Brasil no cenário internacional, especialmente em um momento em que o agronegócio brasileiro enfrenta crescente escrutínio sobre suas práticas e impactos ambientais.
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