O custo da cesta básica aumentou em 17 das 27 capitais brasileiras pesquisadas em junho, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). São Paulo voltou a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47.
O custo da cesta básica aumentou em 17 das 27 capitais brasileiras pesquisadas em junho, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
São Paulo voltou a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Já os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Com base no custo da cesta em São Paulo e considerando as despesas essenciais previstas na Constituição, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 8.110,92 em junho — o equivalente a cinco vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.621.
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Entre os alimentos que mais pressionaram o orçamento das famílias, o feijão foi o único item que ficou mais caro em todas as capitais pesquisadas. A carne bovina de primeira também registrou alta em 19 cidades, enquanto o leite integral aumentou em 16 e o arroz teve elevação em 14 capitais.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda de preços na maior parte do país. O café em pó ficou mais barato em 25 capitais, reflexo do avanço da colheita da safra 2026/2027. O açúcar também caiu em 25 cidades, beneficiado pelo aumento da oferta de cana-de-açúcar, enquanto o óleo de soja recuou em 24 capitais devido à maior disponibilidade do produto e à demanda menor do que a esperada para biocombustíveis.
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Os preços do tomate e da batata tiveram comportamento diferente entre as regiões. O tomate subiu em 13 capitais e caiu em 14, enquanto a batata apresentou aumento em seis cidades e redução em cinco, influenciada pelo avanço da colheita ao longo do mês.
O levantamento mostra ainda que, em média, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer 52,02% da renda líquida para comprar a cesta básica em junho. O tempo médio de trabalho necessário para adquirir os alimentos foi de 105 horas e 51 minutos.
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