- A região amazônica enfrenta contaminação por mercúrio, principalmente devido à mineração ilegal, com 2.312 pontos e 245 áreas de extração identificados pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG).
- Análises de pesca em comunidades indígenas mostraram que de 10% a 28% das espécies apresentaram concentrações de mercúrio acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
- As amostras foram coletadas entre 2023 e fevereiro de 2025 em comunidades como El Itilla, La Victoria e Mocagua, localizadas em áreas remotas e protegidas.
- A diretora da Sociedade Zoológica de Frankfurt, Esperanza Leal Gómez, sugere que a contaminação pode ser causada pela deflorestação, que libera mercúrio no ambiente.
- Os resultados foram apresentados em um formato acessível, com um “semáforo” que categoriza as espécies de acordo com os níveis de mercúrio, visando informar as comunidades sobre os riscos alimentares.
A região amazônica enfrenta um grave problema de contaminação por mercúrio, especialmente devido à mineração ilegal. Dados da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) indicam 2.312 pontos e 245 áreas de extração de mineração ilegal. Recentemente, análises de pesca em comunidades indígenas revelaram que 10% a 28% das espécies analisadas apresentavam concentrações de mercúrio acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
As amostras foram coletadas entre 2023 e fevereiro de 2025 em comunidades como El Itilla, La Victoria e Mocagua, localizadas em áreas consideradas remotas e protegidas. Apesar da distância em relação a pontos de mineração, a presença de mercúrio é alarmante. El Itilla, por exemplo, está situado dentro do Parque Nacional Natural Chiribiquete, mas ainda assim apresenta níveis preocupantes de contaminação.
Causas da Contaminação
A diretora da Sociedade Zoológica de Frankfurt (FZS), Esperanza Leal Gómez, sugere que a contaminação pode estar relacionada à deflorestação na região. A queima de vegetação pode liberar mercúrio no ambiente, mesmo em áreas afastadas da mineração. A pesquisa, que inicialmente visava entender as práticas de pesca, acabou revelando a gravidade da contaminação.
Os pesquisadores observaram que as espécies com maiores concentrações de mercúrio são predadores, como pirañas e payaras, que se alimentam de outros peixes. Embora algumas dessas espécies façam parte da dieta local, as comunidades ainda mantêm uma diversidade de consumo, o que pode reduzir a exposição ao mercúrio.
Informações para as Comunidades
Os resultados foram apresentados em um formato acessível, com um “semáforo” que categoriza as espécies de acordo com os níveis de mercúrio. Essa abordagem visa informar as comunidades sobre os riscos e opções alimentares disponíveis nos rios amazônicos. A iniciativa destaca a importância do conhecimento local na preservação da saúde e segurança alimentar das populações indígenas.
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