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Pesquisadores desenvolvem estratégias para proteger árvores de pragas na Europa e América

Pesquisadores alertam que a nova doença da folha da faia ameaça a biodiversidade das florestas, exigindo estratégias urgentes de manejo e conservação

Imagem ilustrativa de uma faia (Foto: Pexels)
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  • A faia-europeia e a faia-americana enfrentam a nova doença da folha da faia, causada pelo nematoide *Litylenchus crenatae mccannii*.
  • Desde 2014, a doença já afetou 30% das faias nativas, inicialmente detectada no nordeste de Ohio e se espalhando para 15 estados e Ontário, no Canadá.
  • A enfermidade prejudica a fotossíntese das árvores, levando à morte das plantas e causando deformações nas folhas.
  • Pesquisadores testam estratégias de manejo, incluindo controles químicos e podas, além de um fungicida e nematicida que reduziu em mais de 90% a população de nematoides.
  • A preservação de árvores saudáveis é essencial para a seleção de exemplares resistentes e o cultivo de uma nova geração de faias.

A faia-europeia e a faia-americana enfrentam uma nova ameaça: a doença da folha da faia, causada por um nematoide, que já afetou 30% das faias nativas desde 2014. Detectada pela primeira vez no nordeste de Ohio, a enfermidade se espalhou para 15 estados e Ontário, no Canadá, colocando em risco a biodiversidade das florestas.

Essas árvores são essenciais para o ecossistema, abrigando mais de 100 espécies de borboletas e lagartas, além de aves e mamíferos. A nova doença, que se junta à já conhecida doença da casca da faia, tem gerado preocupações entre pesquisadores e ambientalistas. O Dr. David J. Burke, vice-presidente de ciência e conservação da Holden Forests & Gardens, alerta que o declínio das faias está em um ponto crítico, com mudanças drásticas na composição das florestas.

Um estudo recente da Holden estima que a maioria das perdas ocorreu entre 2021 e 2023, afetando principalmente árvores jovens. O nematoide, chamado *Litylenchus crenatae mccannii*, se alimenta dos tecidos das árvores, prejudicando a fotossíntese e levando à morte das plantas. O Dr. Andrew Loyd, patologista vegetal, descreve a doença como uma “doença de carência de carboidratos”, que causa deformações nas folhas e diminui a capacidade fotossintética das árvores.

Estratégias de Manejo

Para combater a doença, pesquisadores estão testando diversas estratégias, como controles químicos, podas e desbastes florestais. Uma abordagem inovadora é o “distanciamento social da faia”, que consiste em remover ou podar árvores para evitar que suas copas se toquem, reduzindo a propagação do nematoide. Além disso, intervenções químicas, como o uso de fertilizantes de polifosfito de potássio, têm mostrado resultados promissores.

Em março de 2024, a equipe de Loyd divulgará os resultados de três anos de testes com um fungicida e nematicida, que demonstraram reduzir em mais de 90% a população de nematoides. Outra pesquisa revelou que o uso de tiabendazol, injetado na base do tronco, também diminui significativamente os sintomas da doença.

Os cientistas ressaltam a importância de não derrubar árvores preventivamente, prática que pode eliminar indivíduos resistentes. O registro de faias saudáveis em áreas afetadas é fundamental para a seleção de exemplares resistentes e para o cultivo de uma nova geração de árvores.

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