- O Ministério do Turismo anunciou a revisão da proibição de pratos típicos da culinária amazônica, como açaí e tucupi, durante a COP 30 em Belém.
- A decisão foi tomada após pressão do governo e críticas públicas.
- O edital original, publicado em 12 de outubro, listava alimentos de alto risco sanitário, incluindo o açaí, que não poderia ser servido sem pasteurização.
- A nova versão do edital permitirá a inclusão de pratos tradicionais, destacando a importância cultural e econômica desses alimentos para a região.
- A expectativa é que a gastronomia local se torne um dos destaques do evento, promovendo a identidade cultural da Amazônia.
O Ministério do Turismo anunciou que a proibição da venda de pratos típicos da culinária amazônica, como açaí e tucupi, durante a COP 30 em Belém, será revista. A decisão ocorre após forte pressão do governo e críticas públicas. O evento, marcado para novembro, gerou polêmica ao vetar esses alimentos em um edital da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).
O edital original, publicado em 12 de outubro, listava alimentos considerados de alto risco sanitário, como o açaí, que não poderia ser servido sem pasteurização. Além disso, itens como maniçoba e sucos de fruta in natura também estavam na lista de proibições. O ministro Celso Sabino destacou a importância cultural e econômica desses produtos, ressaltando que Belém é reconhecida pela Unesco como cidade criativa da Gastronomia.
Mudanças no Edital
Após a articulação do ministro com chefs locais, a OEI concordou em republicar o edital com novas regras. O objetivo é garantir que pratos tradicionais da culinária paraense tenham espaço na conferência. O açaí, que movimenta mais de R$ 1 bilhão anualmente no Pará, é essencial para a economia local e sua exclusão poderia prejudicar a imagem dos produtos amazônicos no cenário internacional.
A decisão de liberar o açaí e outros pratos típicos é vista como uma vitória política, especialmente em um evento que busca destacar a identidade amazônica. O veto inicial gerou reações de entidades como Abrasel e Sebrae, que criticaram a exclusão e defenderam a segurança alimentar dos produtos locais.
Expectativas para a COP 30
A nova redação do edital permitirá maior flexibilidade na apresentação dos cardápios, embora outros alimentos, como maionese caseira e leite cru, continuem proibidos por questões sanitárias. A expectativa é que a gastronomia local se torne um dos destaques da COP 30, reforçando a identidade cultural da região e promovendo a culinária amazônica em um evento de grande visibilidade internacional.
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