- A gestão de incêndios na Comunidade de Madrid enfrenta uma crise, com cerca de 3.500 hectares queimados neste verão.
- O incêndio em Tres Cantos, que resultou em uma morte e 1.700 hectares queimados, é um dos mais graves da temporada.
- Bombeiros criticam as condições de trabalho e a falta de investimento nos últimos seis anos, com uma greve em andamento por melhores salários e estabilidade.
- O governo regional anunciou um investimento de quase 51 milhões de euros para a campanha de verão contra incêndios, um aumento de 8,4% em relação ao ano anterior.
- Apesar do aumento no orçamento, a área queimada em 2024 já supera a de anos anteriores, levantando dúvidas sobre a capacidade do governo em lidar com a crise.
A gestão de incêndios na Comunidade de Madrid enfrenta uma crise sem precedentes neste verão, com cerca de 3.500 hectares queimados até agora. O aumento dos incêndios, que inclui o devastador incêndio em Tres Cantos, gerou críticas à administração da presidente Isabel Díaz Ayuso, que está sob pressão devido à greve dos bombeiros por melhores salários e condições de trabalho.
Os bombeiros da região afirmam que as condições técnicas e de trabalho estão em seu pior estado. Israel Naveso, porta-voz sindical, declarou que a falta de investimento nos últimos seis anos compromete a eficácia no combate a incêndios. Apesar de o governo afirmar que Madrid possui a maior verba para prevenção por hectare na Espanha, os profissionais da área contestam essa afirmação, ressaltando a necessidade urgente de equipamentos adequados.
A greve dos bombeiros, que ocorre em meio a incêndios ativos, é um reflexo da insatisfação com os salários, que giram em torno de 1.300 euros mensais, e a alta taxa de temporariedade, estimada em 40%. Díaz Ayuso criticou a greve, sugerindo que há motivações políticas por trás das mobilizações, embora não tenha apresentado evidências concretas.
O governo regional anunciou um investimento de quase 51 milhões de euros para a campanha de verão contra incêndios, um aumento de 8,4% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, a situação se agrava, com incêndios em diversas localidades, como Villa Del Prado e Colmenar Viejo. O incêndio em Tres Cantos, que resultou em uma morte e 1.700 hectares queimados, é um dos mais graves da temporada.
Os dados mostram que a área queimada em 2024 já supera a de anos anteriores, como 2023, que registrou apenas 26 hectares. A gestão de incêndios, que antes era um ponto forte da administração de Ayuso, agora levanta dúvidas sobre a capacidade do governo em lidar com a crise. A presidente, que se ausentou durante o incêndio em Tres Cantos, afirmou que a responsabilidade do governo é garantir que os serviços de emergência estejam prontos e bem equipados.
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