- Um estudo liderado pela física Carrie Nugent, do Olin College of Engineering, quantificou a probabilidade de um asteroide colidir com a Terra.
- Publicado no Planetary Science Journal, o estudo estima uma chance anual de 0,009% para asteroides com mais de 140 metros de diâmetro, o que corresponde a um impacto a cada 11 mil anos.
- A pesquisa analisou objetos próximos à Terra, incluindo asteroides e cometas, focando em grandes que podem causar destruição significativa.
- Os pesquisadores simularam as trajetórias de cinco milhões de objetos próximos à Terra ao longo de 150 anos, identificando três impactos simulados.
- A probabilidade de ser atingido por um asteroide é maior do que a de ser atingido por um raio, mas ainda é considerada baixa em comparação a outros riscos, como acidentes com raios e intoxicações.
Um estudo recente liderado pela física Carrie Nugent, do Olin College of Engineering, quantificou a probabilidade de um asteroide colidir com a Terra. Publicado no Planetary Science Journal, o trabalho estima uma chance anual de 0,009% para asteroides com mais de 140 metros de diâmetro, o que equivale a um impacto a cada 11 mil anos.
Desde a extinção dos dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos, a possibilidade de um impacto asteroidal tem gerado teorias apocalípticas e filmes de catástrofe. O estudo analisou os NEOs (Near-Earth Objects), que incluem asteroides e cometas que se aproximam da Terra. A pesquisa focou em objetos grandes o suficiente para causar destruição significativa.
Os pesquisadores simularam as trajetórias de 5 milhões de NEOs ao longo de 150 anos, identificando três impactos simulados. Comparando essa probabilidade com outras causas de morte raras, como acidentes com raios e intoxicações, a chance de ser atingido por um asteroide é maior do que a de ser atingido por um raio, mas ainda assim é considerada baixa.
Comparação com Outros Riscos
Nos Estados Unidos, a cada ano, ocorrem 27 mortes por raios e cerca de 105 por intoxicação por monóxido de carbono. Em contraste, a probabilidade de um impacto asteroidal durante a vida média de 71 anos é de aproximadamente 0,64%. Isso significa que, embora o risco exista, ele é menor do que muitos outros perigos cotidianos.
Além disso, asteroides maiores, embora raros, têm o potencial de causar mudanças climáticas globais e extinções em massa. A missão DART da NASA, realizada em 2022, demonstrou que é possível desviar a trajetória de um asteroide, reforçando a importância de investimentos em defesa planetária.
Os autores do estudo ressaltam que, apesar da baixa probabilidade, é fundamental considerar esses riscos e a necessidade de estratégias de mitigação.
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