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Jacarepaguá e Recreio enfrentam aumento de incêndios em áreas verdes

Incêndios florestais no Rio de Janeiro atingem níveis alarmantes, com 99% das causas ligadas à ação humana e fiscalização intensificada

Incêndio no Maciço da Pedra Branca, próximo à Estrada do Pau da Fome, em 2 de outubro de 2024 (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)
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  • Os meses de agosto e setembro são críticos para incêndios florestais no Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, com Jacarepaguá e Campo Grande sendo as áreas mais afetadas.
  • Em 2025, foram registrados 3.484 acionamentos para incêndios, com destaque para o Recreio.
  • A ação humana é a principal causa, representando 99% dos casos, com guimbas de cigarro, balões e fogueiras como as causas mais comuns.
  • O Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais estão intensificando a fiscalização e a prevenção, mas a vegetação densa e o vento dificultam o combate ao fogo.
  • A operação Extinctus, que ocorre entre maio e outubro, conta com 250 agentes para combater incêndios e realizar campanhas de conscientização.

Os meses de agosto e setembro são críticos para incêndios florestais no Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, onde Jacarepaguá e Campo Grande são as áreas mais afetadas. Em 2025, já foram registrados 3.484 acionamentos para incêndios, com destaque para o Recreio, que apresentou números alarmantes. A ação humana é a principal causa, representando 99% dos casos.

O Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais intensificam a fiscalização e a prevenção, mas a situação é preocupante. O major Fábio Contreiras, porta-voz da corporação, explica que a vegetação densa e o vento favorecem a propagação do fogo. Nas áreas de difícil acesso, como montanhas, o combate é ainda mais complicado, exigindo o uso de bombeiros montanhistas e helicópteros.

Entre janeiro e julho de 2025, os bairros da Área de Planejamento 4, que inclui Barra, Recreio e Jacarepaguá, concentraram 25% dos acionamentos. As causas mais comuns incluem guimbas de cigarro, balões e fogueiras. Simone Kopezynski, presidente da Associação dos Moradores do Recreio, destaca que a soltura de balões e o uso de fogos de artifício são frequentes na região.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investiga incêndios, mas a comprovação de queimadas criminosas é desafiadora. Até agora, apenas duas investigações foram deflagradas em 2025. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente enfatiza que a prevenção é fundamental, com ações de fiscalização e programas como o Fumaça Zero.

Mudanças climáticas e a expansão urbana agravam o problema. O MapBiomas alerta que a ocupação irregular em áreas de vegetação nativa contribui para a propagação do fogo. Em Vargem Pequena, a queima de lixo é um problema recorrente, aumentando o risco de incêndios.

A operação Extinctus, que ocorre entre maio e outubro, conta com 250 agentes para combater incêndios. Além disso, campanhas de conscientização buscam informar a população sobre os riscos e a importância da preservação ambiental.

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