- A infecção por fungo chytrid tem causado declínios significativos nas populações de rãs, afetando mais de quinhentas espécies e levando à extinção de mais de noventa.
- O biólogo de conservação Anthony Waddle e sua equipe desenvolveram saunas de tijolos que utilizam calor para tratar rãs infectadas.
- O projeto rendeu ao grupo o prêmio Future for Nature 2025 e está sendo expandido na Austrália.
- As saunas permitem que as rãs sejam expostas a temperaturas em torno de 28 °C, eficazes para eliminar a infecção em poucas horas por dia durante uma semana.
- Waddle também promove a conscientização sobre a conservação de rãs, colaborando com comunidades locais e utilizando aplicativos para monitorar as populações.
A infecção por fungo chytrid tem causado um impacto devastador nas populações de rãs globalmente, afetando mais de 500 espécies e levando à extinção de mais de 90. Em resposta a essa crise, o biólogo de conservação Anthony Waddle e sua equipe desenvolveram saunas de tijolos que utilizam calor para tratar rãs infectadas. O projeto inovador, que já rendeu ao grupo o prêmio Future for Nature 2025, está sendo expandido na Austrália.
As saunas, construídas com tijolos e uma estrutura simples de estufa, permitem que as rãs sejam expostas a temperaturas que limitam o crescimento do fungo. Estudos indicam que temperaturas em torno de 28 °C são eficazes para eliminar a infecção. O tratamento, que pode ser realizado em poucas horas por dia durante uma semana, tem o potencial de salvar rãs e, consequentemente, reverter o declínio populacional.
A ideia surgiu em 2013, quando pesquisadores notaram que rãs sobreviviam em áreas com grandes rochas de granito, que absorviam calor durante o dia. Waddle e sua equipe testaram essa hipótese, criando saunas que replicam essas condições. Até agora, cerca de 70 saunas foram instaladas em Sydney, e a equipe planeja expandir para mais locais na próxima temporada de inverno.
Além do tratamento, Waddle tem promovido a conscientização e a educação sobre a conservação de rãs. Ele colabora com comunidades locais e desenvolveu guias e vídeos para ensinar a construção das saunas. A iniciativa também se conecta a aplicativos como o FrogID, que permite que cidadãos registrem e monitorem as populações de rãs, contribuindo para a pesquisa e conservação.
O trabalho de Waddle é um exemplo de como soluções inovadoras e a colaboração comunitária podem fazer a diferença na luta contra a extinção de espécies. Com esforços contínuos, a equipe espera não apenas salvar rãs, mas também inspirar ações em prol da biodiversidade em todo o mundo.
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