- Um estudo recente indica que surtos de dengue nas Américas ocorrem cinco meses após eventos de El Niño e três meses após picos de temperatura.
- A pesquisa, publicada na revista Science Translational Medicine, analisou dados de 14 países ao longo de três décadas.
- Os mosquitos Aedes, transmissores da dengue, se proliferam em condições quentes, e surtos locais surgem um mês após picos de chuvas.
- Em 2024, a região registrou 13 milhões de casos de dengue, um número recorde.
- A análise mostra que os casos de dengue nas Américas apresentam padrões semelhantes, mesmo em locais distantes até 10 mil quilômetros, o que pode ajudar no planejamento de ações de saúde.
Um estudo recente revela que surtos de dengue nas Américas tendem a ocorrer cinco meses após eventos de El Niño e três meses após picos de temperatura. A pesquisa, publicada na revista *Science Translational Medicine*, analisou dados de 14 países ao longo de três décadas.
Os mosquitos Aedes, responsáveis pela transmissão da dengue, prosperam em condições quentes. O estudo destaca que os surtos locais costumam surgir um mês após picos de chuvas. Em 2024, a região registrou 13 milhões de casos, um número recorde. A relação entre a doença e as condições climáticas é bem documentada, mas a pesquisa oferece uma visão mais clara sobre como essa associação se manifesta em um continente tão diversificado climaticamente.
A análise de dados mostrou que os casos de dengue nas Américas tendem a subir e descer em sincronia, mesmo em locais distantes até 10 mil quilômetros. Talia Quandelacy, co-autora do estudo e epidemiologista da Universidade do Colorado, afirma que as descobertas são valiosas para antecipar epidemias, ajudando na planejamento e preparação das autoridades de saúde.
Esses dados são cruciais para entender a dinâmica da dengue e podem auxiliar na implementação de estratégias de controle mais eficazes, especialmente em um cenário de mudanças climáticas que afetam a distribuição e a atividade dos mosquitos.
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