- Governadores e vice-governadores dos estados do Sul e Sudeste do Brasil se reuniram no Paraná para a Conferência da Mata Atlântica.
- Eles assinaram a “Carta de Curitiba”, que critica a falta de atenção a biomas além da Amazônia nas conferências climáticas.
- O documento propõe a criação de um Fundo da Mata Atlântica para conservação.
- A carta será enviada à presidência da Conferência das Partes (COP30), que ocorrerá em Belém em novembro.
- Os líderes destacam a importância da biodiversidade nas discussões sobre mudanças climáticas e a necessidade de descarbonização e criação de corredores ecológicos.
Governadores e vice-governadores dos estados do Sul e Sudeste do Brasil se reuniram no Paraná para a Conferência da Mata Atlântica, onde assinaram a “Carta de Curitiba”. O documento critica a falta de atenção a biomas além da Amazônia nas conferências climáticas e propõe a criação de um Fundo da Mata Atlântica para conservação.
A carta, assinada por líderes como Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), será enviada à presidência da COP30, que ocorrerá em Belém em novembro. Os governadores, parte do Consórcio de Integração Sul-Sudeste, destacam que as conferências internacionais frequentemente ignoram a importância da Mata Atlântica e outros biomas. O texto enfatiza que “dogmas não favorecem a discussão” e que a biodiversidade deve ser central nas conversas sobre mudanças climáticas.
Os estados do Sul e Sudeste estão comprometidos em unir esforços para promover a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. O Tratado da Mata Atlântica, já em vigor, visa compartilhar boas práticas e experiências em áreas como restauração de ecossistemas e uso de energias renováveis. Além disso, os estados têm trabalhado em conjunto para fortalecer políticas verdes e integrar as Defesas Civis para melhor gestão de riscos climáticos.
A carta também menciona a necessidade de incentivar a descarbonização e a criação de corredores ecológicos. Os governadores afirmam que a Mata Atlântica, que abriga mais de 70% da população brasileira, merece atenção nas discussões climáticas globais, pois é fundamental para a saúde ambiental do país.
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