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Ondas de calor na África aumentam em intensidade e frequência, revela pesquisa

Estudo aponta que ondas de calor na África aumentam a cada dois anos, ameaçando saúde e infraestrutura em um continente vulnerável

Ondas de calor mais longas e intensas agravam secas, afetam a produção agrícola e aumentam riscos de saúde em milhões de africanos (Foto: Dennis/AdobeStock/Reprodução)
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  • Um estudo da Universidade de Illinois em Chicago indica que as ondas de calor na África estão mais frequentes e intensas.
  • A pesquisa, publicada na *Communications Earth & Environment*, atribui a ação humana como a principal causa dessa mudança climática.
  • Nos últimos quarenta anos, a frequência de ondas de calor aumentou, passando de um evento a cada cinco ou seis anos para um a cada dois anos ou menos.
  • Em abril de 2024, a temperatura em Kayes, no Mali, chegou a quase 50 °C, afetando a saúde da população vulnerável.
  • A falta de infraestrutura adequada pode levar a migrações forçadas e instabilidade social, com impactos na agricultura e no consumo de energia.

Um estudo da Universidade de Illinois em Chicago, publicado na *Communications Earth & Environment*, revela que as ondas de calor na África estão se tornando mais frequentes e intensas. A pesquisa indica que a ação humana é a principal responsável por essa mudança climática, que afeta diretamente a infraestrutura do continente.

Nos últimos 40 anos, a frequência de ondas de calor na África aumentou significativamente. Regiões que antes enfrentavam um episódio extremo a cada cinco ou seis anos agora vivenciam essas condições a cada dois anos ou menos, com durações até três vezes maiores. Cerca de 70% das ondas de calor recentes são atribuídas a fatores humanos, como o aumento das emissões de gases de efeito estufa e a redução das partículas de enxofre que ajudavam a resfriar a atmosfera.

A pesquisa destaca que a África é uma das regiões mais vulneráveis a esses fenômenos. A infraestrutura de adaptação é limitada, com acesso restrito a ar-condicionado e sistemas de alerta. Em Kayes, no Mali, os termômetros chegaram a quase 50 °C em abril de 2024, colocando em risco a saúde de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Os impactos do calor extremo vão além da saúde. A produtividade agrícola é reduzida, os preços dos alimentos aumentam e o consumo de energia cresce, podendo até interromper serviços de transporte público. Cientistas alertam que a falta de ação pode levar a migrações forçadas e instabilidade social.

Embora a África contribua pouco para as emissões globais, as consequências das mudanças climáticas são desproporcionais. O grupo de pesquisa planeja investigar como o futuro das ondas de calor no continente pode variar conforme o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Se as emissões forem reduzidas, o risco pode ser limitado; caso contrário, eventos extremos se tornarão ainda mais comuns e perigosos.

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