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Aves marinhas defecam mais de cinco vezes por hora durante o voo, revela estudo

Pardelas-listradas excretam nutrientes no ar, potencializando o crescimento de corais e a biodiversidade marinha em ecossistemas oceânicos

Ave marinha (Foto: Pexels)
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  • Cientistas da Universidade de Tóquio, liderados pelo ecologista comportamental Leo Uesaka, descobriram que pardelas-listradas excretam mais de cinco vezes por hora enquanto voam.
  • O estudo, publicado na revista Current Biology, revelou que essas aves preferem defecar no ar em vez de na água.
  • As excreções, ricas em nitrogênio e fósforo, atuam como fertilizantes naturais, beneficiando o crescimento de corais e aumentando a população de peixes recifais.
  • Uesaka observou que a frequência de excreção varia entre quatro e dez minutos, um padrão inédito entre aves marinhas.
  • O pesquisador planeja expandir a pesquisa para outras espécies de aves marinhas e investigar se as pardelas concentram suas excreções em áreas específicas do oceano.

Cientistas da Universidade de Tóquio, liderados pelo ecologista comportamental Leo Uesaka, revelaram uma descoberta surpreendente sobre as pardelas-listradas. Em um estudo publicado na revista Current Biology, Uesaka constatou que essas aves marinhas excretam, em média, mais de cinco vezes por hora enquanto voam, um fenômeno que pode impactar a distribuição de nutrientes nos ecossistemas oceânicos.

O estudo começou com a intenção de observar o comportamento de decolagem das pardelas-listradas. No entanto, ao acoplar câmeras na parte inferior das aves, Uesaka notou que a frequência de excreção era muito maior do que o esperado. As pardelas, que habitam o Pacífico Ocidental, raramente defecam na água, preferindo fazê-lo no ar. Das 15 aves monitoradas, a maioria excretava a cada quatro a dez minutos, um ritmo sem precedentes entre aves marinhas.

Impacto Ecológico

Os excrementos das pardelas-listradas, ricos em nitrogênio e fósforo, atuam como fertilizantes naturais, promovendo o crescimento de corais e aumentando a população de peixes recifais. Corais crescem até duas vezes mais rápido em áreas com colônias de aves marinhas em comparação a regiões com poucas aves. Essa dinâmica sugere que as pardelas podem influenciar significativamente a saúde dos ecossistemas marinhos.

Uesaka e sua equipe também levantaram hipóteses sobre o comportamento das aves. A preferência por defecar no ar pode estar relacionada à necessidade de manter as penas limpas, evitar predadores ou simplesmente ao desconforto de fazê-lo enquanto flutuam. Voar é energeticamente mais eficiente para essas aves do que descansar na água, o que pode explicar a frequência de excreção.

Futuras Pesquisas

O pesquisador planeja continuar suas investigações, utilizando câmeras e dispositivos GPS para determinar se as pardelas concentram suas excreções em áreas específicas do oceano. Uesaka também pretende expandir o estudo para outras espécies de aves marinhas, buscando entender melhor o impacto ecológico de suas fezes. Essa abordagem inovadora, que registra imagens pela parte traseira das aves, pode abrir novas perspectivas na pesquisa sobre comportamento animal e ecologia marinha.

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