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Antártida enfrenta colapso do gelo marinho e queda na circulação oceânica

Estudo alerta para riscos de pontos de não retorno na Antártida, com perda de gelo marinho e falhas reprodutivas em pinguins.

Pinguins-de-adélia caminhando ao longo da costa da Antártida (Foto: Matthew Boyer)
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  • Uma pesquisa publicada na revista “Nature” aponta que a Antártida enfrenta mudanças climáticas rápidas e interligadas.
  • A perda de gelo marinho é drástica, com a extensão em julho de 2023 atingindo o menor nível já registrado, mais de sete vezes abaixo do normal.
  • Os pinguins-imperadores estão enfrentando falhas reprodutivas significativas, com cerca de trinta das mais de sessenta colônias observadas apresentando problemas desde 2016.
  • Cientistas alertam para a possibilidade de pontos de não retorno na Antártida Ocidental, onde a perda de gelo pode se tornar irreversível.
  • A pesquisa enfatiza a urgência de limitar o aquecimento global a um aumento de 1,5 °C e a necessidade de ações rápidas para mitigar as emissões de dióxido de carbono (CO₂).

Uma pesquisa publicada na revista “Nature” revela que a Antártida enfrenta mudanças climáticas rápidas e interligadas, com a perda drástica de gelo marinho e falhas reprodutivas em pinguins. Os cientistas alertam para a necessidade urgente de limitar o aquecimento global a um aumento de 1,5 °C.

Desde 2017, a Antártida tem registrado uma queda acentuada no gelo marinho, com a extensão em julho de 2023 alcançando o menor nível já documentado, mais de sete vezes abaixo do limite normal. A circulação oceânica profunda também está desacelerando, o que pode intensificar o derretimento das plataformas de gelo.

Os pinguins-imperadores, uma espécie emblemática da região, estão enfrentando falhas reprodutivas significativas. Desde 2016, cerca de 30 das mais de 60 colônias observadas apresentaram problemas de reprodução devido à quebra precoce do gelo fixo. Em 2022, uma falha regional completa foi registrada no mar de Bellingshausen.

Riscos e Consequências

Os pesquisadores destacam a possibilidade de pontos de não retorno, onde a perda de gelo se torna irreversível, especialmente na Antártida Ocidental. A pesquisa, liderada por Nerilie Abram da Australian National University, integra dados de observações diretas, modelos computacionais e registros paleoclimáticos, oferecendo uma visão abrangente sobre a situação atual do continente.

A Antártida desempenha um papel crucial na regulação do nível do mar e na oxigenação das águas profundas. Uma circulação oceânica mais fraca pode levar à desoxigenação do oceano profundo e reconfigurar o clima global. Os autores do estudo enfatizam a importância de ações rápidas para mitigar as emissões de CO₂ e adaptar-se aos impactos já em curso, visando proteger os ecossistemas dependentes de gelo.

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