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Libélula-azul se destaca e sobrevive em ambientes poluídos onde outros invertebrados falham

Libélula-azul adapta-se a ambientes urbanos poluídos e desafia a percepção sobre a resistência de invertebrados aquáticos à poluição

Ao contrário de algumas espécies de libélulas, as libélulas azuis não migram regularmente, nem se deslocam muito entre lagoas (Foto: Freepik)
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  • Pesquisadores descobriram que a libélula-azul está prosperando em ambientes urbanos poluídos na América do Norte, desafiando a crença de que a poluição afasta essas espécies.
  • O estudo, publicado na revista BMC Ecology and Evolution, revela adaptações genéticas que conferem resistência a estresses ambientais.
  • Libélulas da Costa Leste apresentam asas mais longas, possivelmente para migrações, e maior resistência a mudanças de temperatura.
  • Apesar de preferirem água limpa, as libélulas-azuis se adaptam a locais poluídos, como galerias pluviais.
  • Especialistas ressaltam a importância de criar ambientes que favoreçam a diversidade de espécies, mesmo com o sucesso da libélula-azul em áreas urbanas.

Pesquisadores descobriram que a libélula-azul, uma espécie que normalmente não sobrevive em ambientes urbanos poluídos, está prosperando em cidades da América do Norte. O estudo, publicado na revista BMC Ecology and Evolution, revela que esses insetos desenvolveram adaptações genéticas que os tornam resistentes a estresses ambientais, desafiando a crença de que a poluição afasta a maioria das libélulas.

Historicamente, a presença de libélulas em áreas urbanas era rara, pois a maioria das espécies é sensível à poluição. No entanto, a libélula-azul, com sua cauda azul vibrante, tem se mostrado uma exceção. Pesquisadores como Manpreet Kohli, do Baruch College, e Ethan Tolman, da Virginia Tech, notaram a presença dessas libélulas em locais como o Central Park, em Nova York, e em galerias pluviais em Boise, Idaho.

Adaptações Genéticas

Os cientistas analisaram genomas de libélulas de diferentes regiões e descobriram que as da Costa Leste possuem asas mais longas, possivelmente uma adaptação para migrações. Além disso, a espécie apresenta uma maior resistência a mudanças de temperatura e um número elevado de genes relacionados ao estresse oxidativo, permitindo que prosperem em ambientes poluídos.

A pesquisa também destaca que, embora as libélulas-azuis prefiram água limpa, elas se adaptam a locais com poluição, como galerias pluviais repletas de algas. Ellie Gamett, estudante de pós-graduação do Museu Americano de História Natural, enfatiza que, apesar do sucesso da libélula-azul, é crucial continuar criando ambientes que favoreçam uma diversidade maior de espécies.

Implicações Ecológicas

O estudo é considerado inovador por desafiar a ideia de que todos os invertebrados aquáticos são vulneráveis às mudanças ambientais. Ryan Caesar, professor de biologia, ressalta a importância de entender a tolerância ao estresse em libélulas, destacando que as condições que permitem a sobrevivência da libélula-azul também podem existir naturalmente.

Enquanto isso, moradores que desejam observar essas libélulas podem encontrar a espécie em áreas urbanas, onde sua presença é um sinal de adaptação e resiliência em meio à poluição.

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