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Cientistas revelam métodos para medir o aquecimento global com precisão

Dados recentes da Organização Meteorológica Mundial mostram que junho de 2023 foi o terceiro mês mais quente já registrado, exigindo ações imediatas

Imagem de satélite do observatório europeu Copernicus mostra o glaciar David alimentando a língua de gelo Drygalski, na Antártida Oriental, em março de 2025. (Foto: União Europeia/Copernicus Sentinel-2 imagery)
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  • O aquecimento global é uma preocupação crescente, com dados coletados desde a era pré-revolução industrial.
  • Em junho de 2023, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) registrou o terceiro mês mais quente da história.
  • Diversas organizações, como o Copernicus, NASA e NOAA, utilizam equipamentos para coletar dados sobre temperatura, calor dos oceanos e gases do efeito estufa.
  • O físico Paulo Artaxo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), destaca a importância da colaboração entre essas instituições.
  • A OMM, com registros desde mil oitocentos e cinquenta, fornece informações essenciais para entender as mudanças climáticas e suas consequências.

O aquecimento global continua a ser uma preocupação crescente, com dados históricos coletados desde a era pré-revolução industrial. Em junho de 2023, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) registrou que este foi o terceiro mês mais quente da história, evidenciando a urgência de monitoramento climático.

Para entender o aquecimento global, diversas organizações utilizam uma variedade de equipamentos. Esses dispositivos estão localizados em diferentes ambientes, como céu, mar e espaço, e coletam dados sobre a temperatura da superfície terrestre, calor dos oceanos, níveis do mar, tamanho das geleiras e concentração de gases do efeito estufa. O Copernicus, por exemplo, realiza cerca de 25 milhões de registros diários, principalmente por meio de satélites.

Importância da Coleta de Dados

Além do Copernicus, instituições como a NASA, a NOAA e o Berkeley Earth Group também desempenham papéis cruciais na coleta e análise de dados climáticos. O físico Paulo Artaxo, professor da USP e membro do IPCC, destaca que a colaboração entre essas entidades resulta em bases de dados robustas. Ele afirma que “é bom que essas análises sejam independentes uma da outra, para evitar qualquer erro de uma das agências”.

Essas análises independentes têm mostrado resultados consistentes, reforçando a necessidade de ações imediatas para mitigar os efeitos do aquecimento global. A OMM, com registros desde 1850, continua a ser uma fonte vital de informações sobre as mudanças climáticas, permitindo que cientistas e formuladores de políticas compreendam melhor a gravidade da situação atual.

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