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Cinco organismos simples revelam como a vida se tornou multicelular

Estudos revelam que a maquinaria molecular para a multicelularidade já existia em organismos unicelulares antes dos animais, desafiando paradigmas evolutivos

Células de Choanoeca flexa formam uma camada com todos os flagelos e microvilos apontando na mesma direção. (Foto: Diede de Haan)
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  • Pesquisas recentes revelam que a maquinaria molecular para a multicelularidade já existia em organismos unicelulares antes do surgimento dos animais.
  • Estudos realizados por Nicole King, da Universidade da Califórnia, Berkeley, e Iñaki Ruiz-Trillo, do Instituto de Biologia Evolutiva em Barcelona, identificaram proteínas essenciais para a multicelularidade em algumas espécies unicelulares.
  • O choanoflagelado Salpingoeca rosetta forma colônias em padrões de roseta e possui proteínas que controlam adesão celular e sinalização.
  • O Capsaspora owczarzaki se agrega em resposta a estímulos ambientais, mostrando um caminho alternativo para a formação de estruturas multicelulares.
  • Essas descobertas ampliam o entendimento sobre a evolução, indicando que a multicelularidade ocorreu em múltiplas linhagens ao longo da história da vida na Terra.

Pesquisas recentes desafiam a visão tradicional sobre a origem da multicelularidade, revelando que a maquinaria molecular necessária para essa evolução já estava presente em organismos unicelulares antes do surgimento dos animais. Durante bilhões de anos, organismos unicelulares dominaram a Terra, e há cerca de um bilhão de anos, a multicelularidade começou a emergir, levando à evolução de formas de vida complexas, como animais, plantas e fungos.

Estudos realizados por equipes lideradas por Nicole King, da Universidade da Califórnia, Berkeley, e Iñaki Ruiz-Trillo, do Instituto de Biologia Evolutiva em Barcelona, identificaram que algumas espécies unicelulares expressam proteínas essenciais para a multicelularidade. William Ratcliff, biólogo evolucionista, afirma que essa descoberta “reescreveu nossa compreensão sobre as origens dos animais” e instiga novas perguntas sobre a evolução.

Entre os organismos estudados, destaca-se o Salpingoeca rosetta, um choanoflagelado que, sob certas condições, forma colônias em padrões de roseta. Esse organismo, isolado em 2000, possui um conjunto de proteínas que controlam a adesão celular e a sinalização, fundamentais para a multicelularidade. Outro exemplo é o Capsaspora owczarzaki, que pode se agregar em resposta a estímulos ambientais, mostrando um caminho alternativo para a formação de estruturas multicelulares.

Choanoeca flexa, outra espécie de choanoflagelado, foi descoberta em 2017 e apresenta uma notável capacidade de mudar sua forma em resposta a condições ambientais. Esses organismos oferecem uma visão única sobre os caminhos evolutivos que podem ter levado à multicelularidade, revelando a complexidade e a diversidade da vida em suas fases iniciais.

Essas pesquisas estão ampliando o entendimento sobre a evolução, mostrando que a multicelularidade não é um fenômeno isolado, mas um processo que ocorreu em múltiplas linhagens ao longo da história da vida na Terra.

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