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Esforços visam proteger o raro macaco-narigudo da China em extinção

População de macacos-narigudos-dourados cresce para mais de 1.600 indivíduos, com expectativa de ultrapassar 2.000 em uma década

A BBC visita macacos-dourados de nariz-arrebitado no Parque Nacional de Shennongjia, China (Foto: Katherina Tse/BBC)
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  • Os macacos-narigudos-dourados, espécie ameaçada, tiveram sua população reduzida a menos de 500 indivíduos até a década de 1980 devido à caça e ao desmatamento na região de Shennongjia, na China.
  • Atualmente, a população aumentou para mais de 1.600, com expectativa de ultrapassar 2.000 nos próximos dez anos, graças a esforços de conservação e conscientização local.
  • O diretor do Instituto de Pesquisa Científica do Parque Nacional de Shennongjia, Yang Jingyuan, afirmou que o habitat dos macacos está protegido e os números estão melhorando.
  • A cobertura florestal na região aumentou para cerca de 96%, em comparação com 60% nas primeiras décadas de estudo.
  • Apesar dos desafios, como a lenta taxa de reprodução das fêmeas, a equipe de Yang se mantém otimista quanto ao futuro da espécie.

Conservação dos Macacos-Narigudos-Dourados

Os macacos-narigudos-dourados, uma espécie ameaçada, enfrentaram sérios riscos até a década de 1980, com a população reduzida a menos de 500 indivíduos devido à caça e ao desmatamento na região de Shennongjia, na China. Atualmente, a situação mudou significativamente.

Graças a esforços de conservação e conscientização local, a população desses primatas cresceu para mais de 1.600. O diretor do Instituto de Pesquisa Científica do Parque Nacional de Shennongjia, Yang Jingyuan, destaca que a expectativa é que a população ultrapasse 2.000 nos próximos dez anos. “Agora, seu habitat está protegido e os números estão melhorando”, afirma Yang.

Mudanças no Ecossistema

A criação do parque em 1982 foi um passo crucial, mas a mudança de mentalidade entre os agricultores locais levou mais tempo. Fang Jixi, um guarda florestal da região, relata que a pobreza e a fome eram preocupações reais, e a proteção da fauna não era uma prioridade. Com o tempo, os cientistas conseguiram envolver os agricultores na proteção da floresta, transformando-os em aliados.

Os esforços de preservação ganharam força em 2005, quando Yang e sua equipe começaram a estudar os macacos de forma mais próxima. Após um ano de aproximação cuidadosa, os primatas começaram a aceitar a presença humana, permitindo que os pesquisadores se aproximassem.

Resultados Positivos

Atualmente, a cobertura florestal na região é de cerca de 96%, um aumento significativo em relação aos 60% registrados nas primeiras décadas de estudo. O turismo também aumentou, trazendo visitantes à área, mas zonas de proteção para os macacos permanecem restritas.

Os desafios ainda são grandes, especialmente porque as fêmeas têm uma taxa de reprodução lenta, com apenas um filhote a cada dois anos. Apesar disso, a equipe de Yang permanece otimista. “Eles têm alimento, água e um habitat seguro. Estou muito otimista com o futuro”, conclui Yang.

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