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Al Gore alerta Brasil sobre necessidade urgente de reduzir emissões de gases

Al Gore destaca que metade do Brasil pode se tornar inabitável até 2070 devido ao calor extremo e à falta de ação climática urgente

Al Gore durante palestra no The Climate Reality Project, no Rio. (Foto: The Climate Reality Project/Divulgação)
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  • Al Gore apresentou dados sobre a inabitabilidade de áreas do Brasil até 2070 durante palestra no The Climate Reality Project, no Rio de Janeiro.
  • Ele alertou que, sem redução das emissões de gases de efeito estufa, quase metade do território brasileiro pode se tornar inabitável devido ao calor extremo.
  • Em estados como Amazonas e Pará, as condições climáticas poderão ser tão severas que as pessoas não conseguirão ficar ao ar livre por mais de quatro horas.
  • O aumento das temperaturas no Brasil, que já subiu três graus Celsius desde a década de 1960, está ligado ao aumento de ondas de calor e chuvas torrenciais.
  • Gore destacou que é possível reduzir 50% das emissões em dez anos, citando o crescimento das energias solar e eólica no país.

Amazônia e Pantanal em Risco: Al Gore Alerta sobre Inabitabilidade no Brasil até 2070

O ambientalista Al Gore apresentou dados alarmantes sobre a inabitabilidade de vastas áreas do Brasil até 2070, em palestra realizada no The Climate Reality Project, no Rio de Janeiro. Ele destacou que, se as emissões de gases de efeito estufa não forem reduzidas, praticamente metade do território brasileiro se tornará inabitável devido ao calor extremo.

Gore enfatizou que, em estados como Amazonas e Pará, além de Brasília, as condições climáticas poderão ser tão severas que os humanos não conseguirão ficar ao ar livre por mais de quatro horas sem risco à saúde. O aumento das temperaturas no Brasil, que já subiu 3ºC desde a década de 1960, está associado a um aumento significativo na frequência de ondas de calor, que passaram de sete dias por ano para 52.

Impactos das Mudanças Climáticas

Os dados apresentados por Gore revelam que 93% do calor retido pela atmosfera está sendo absorvido pelos oceanos, resultando em um aumento da evaporação e, consequentemente, em chuvas torrenciais. Esse fenômeno, denominado “chuva-bomba”, já causou tragédias, como as enchentes no Rio Grande do Sul, que deixaram 169 mortos e 600 mil desabrigados.

Além disso, a combinação de calor e umidade extrema tem contribuído para a ocorrência de incêndios florestais. Em 2024, foram registrados 346 mil pontos de incêndio na Amazônia. Gore alertou que a poluição gerada por esses incêndios resulta em mais hospitalizações do que qualquer outro tipo de poluição, afetando 8,7 milhões de pessoas anualmente.

Soluções e Ações Necessárias

Gore também abordou a necessidade urgente de ação climática, afirmando que 50% das emissões podem ser reduzidas em dez anos. Ele destacou o crescimento das energias solar e eólica no Brasil, que mais que dobraram nos últimos dois anos. Se o país utilizasse apenas 0,1% de seu território para painéis solares, poderia suprir toda a sua demanda energética.

O ambientalista concluiu que, ao zerar as emissões de gases do efeito estufa, a temperatura global pararia de subir em um curto período, entre três a cinco anos. A mensagem é clara: a vontade política é um recurso renovável e essencial para enfrentar a crise climática que se aproxima.

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