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Bisontes retornam e revitalizam as praderas da América do Norte

Estudo revela que bisontes em Yellowstone são essenciais para a fertilidade do solo e regeneração das pradarias, destacando a importância da conservação

Vários bisontes junto ao Arco de Roosevelt, a entrada norte do parque Yellowstone, em Montana, Estados Unidos. (Foto: Jacob Frank/NPS)
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  • Um estudo recente destaca a importância dos bisontes americanos na regeneração das pradarias de Yellowstone.
  • A população de bisontes na região é de aproximadamente 3.500 indivíduos, considerados “engenheiros de ecossistemas”.
  • A presença desses animais acelera o ciclo do nitrogênio, aumentando em 150% a nutrição das plantas.
  • A situação é preocupante para o elefante de floresta africano, cuja população caiu em 86% devido à caça furtiva, afetando a regeneração do ébano.
  • A pesquisa ressalta a necessidade de proteger espécies-chave para a saúde dos ecossistemas.

A Importância dos Bisontes na Regeneração das Pradarias

Um estudo recente destaca a relevância dos bisontes americanos (Bison bison) na regeneração das pradarias de Yellowstone. Com uma população de cerca de 3.500 indivíduos vivendo livremente, esses animais são considerados “engenheiros de ecossistemas”, essenciais para a saúde do solo e a biodiversidade local.

Historicamente, os bisontes quase foram extintos, com apenas algumas centenas sobrevivendo no início do século XX. Atualmente, embora existam cerca de 400.000 bisontes na América do Norte, 96% deles habitam ranchos privados, limitando sua interação natural com o ambiente. A única manada que ainda se desloca livremente está em Yellowstone, onde a presença desses animais tem um impacto significativo na fertilidade do solo.

Efeitos Positivos na Fertilidade do Solo

Pesquisadores têm monitorado a migração dos bisontes desde 2015, analisando como sua presença influencia o ciclo do nitrogênio. O estudo revela que, onde os bisontes pastam, o ciclo do nitrogênio se acelera, resultando em um aumento de 150% na nutrição das plantas. A pastagem dos bisontes promove um microbioma mais ativo no solo, aumentando a quantidade de bactérias que oxidam o amônio, essencial para a fertilidade.

Bill Hamilton, professor da Universidade Washington e Lee e coautor do estudo, afirma que a perda dos bisontes resultou em uma forma diferente de uso das pradarias, comparando-a ao pastoreio de gado domesticado, que pode esgotar o solo. Os dados indicam que, ao contrário do que ocorre com o gado, não há evidências de sobrepastoreio nas áreas frequentadas pelos bisontes.

Comparações com a Extinção do Elefante de Floresta

Enquanto os bisontes desempenham um papel vital na regeneração das pradarias, a situação é alarmante para o elefante de floresta africano (Loxodonta cyclotis), cuja população diminuiu em 86% nas últimas três décadas devido à caça furtiva. A ausência desses elefantes compromete a regeneração do ébano africano (Diospyros crassiflora), essencial para a biodiversidade das florestas da bacia do Congo.

Estudos mostram que, onde os elefantes foram extirpados, a regeneração dos jovens ébanos caiu para 15,1%, em comparação com 47,2% nas áreas onde os elefantes ainda estão presentes. A falta desses animais prejudica a dispersão das sementes e a diversidade genética, colocando em risco a sobrevivência do ébano e, consequentemente, a recuperação da população de elefantes.

A pesquisa sobre os bisontes em Yellowstone e a situação dos elefantes na África ressaltam a importância de proteger e restaurar as populações de espécies-chave para a saúde dos ecossistemas. A preservação desses animais é crucial para garantir a continuidade dos serviços ecológicos que sustentam a vida selvagem e os habitats naturais.

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