Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Incêndios florestais na Europa se intensificam devido à crise climática, aponta painel

Incêndios florestais na Europa devastam mais de um milhão de hectares, com aumento de 22% na intensidade devido à crise climática.

Morador de Patras, na Grécia, observa o incêndio florestal que devastou a região neste mês de agosto, quando as temperaturas chegaram a 45°C; mudança climática intensificou as condições para o evento (Foto: Aris Messinis - 13.ago.25/AFP)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Europa enfrenta uma grave crise de incêndios florestais, com mais de um milhão de hectares queimados em 2023.
  • O aumento das queimadas é causado por ondas de calor extremas e condições climáticas secas, intensificadas pela crise climática.
  • Um estudo do World Weather Attribution (WWA) aponta que a mudança climática aumentou a intensidade dos incêndios em 22% e tornou as condições propensas a queimadas 10 vezes mais prováveis.
  • Desde junho, países como Turquia, Grécia e Chipre registram incêndios devastadores, com temperaturas chegando a 45°C.
  • As consequências incluem mais de 50 mil evacuações na Turquia, 32 mil na Grécia e mortes em ambos os países, além de danos significativos no Chipre.

A Europa enfrenta uma grave crise de incêndios florestais, com mais de um milhão de hectares devastados em 2023. O aumento das queimadas é atribuído a ondas de calor extremas e condições climáticas secas, que se tornaram ainda mais intensas devido à crise climática. Um estudo do WWA (World Weather Attribution) indica que a mudança climática aumentou a intensidade dos incêndios em 22% e tornou as condições propensas a queimadas 10 vezes mais prováveis.

Desde junho, países como Turquia, Grécia e Chipre têm enfrentado incêndios devastadores, com temperaturas alcançando 45°C. O estudo analisou dados dessas regiões e concluiu que a precipitação no inverno diminuiu em 14% em comparação com a era pré-industrial, resultando em verões mais secos e vegetação mais inflamável. “As condições que provocaram tamanha devastação estão 10 vezes mais prováveis e 22% mais intensas devido à mudança climática”, afirma Theodore Keeping, pesquisador do Imperial College.

As consequências têm sido severas: mais de 50 mil pessoas foram evacuadas na Turquia, onde 17 mortes foram registradas, e 32 mil na Grécia, incluindo turistas. No Chipre, 1% da ilha foi consumido pelas chamas, resultando em duas mortes e evacuação em 14 localidades. Os incêndios ainda estão em curso, com novos registros de fatalidades na Grécia.

A análise do WWA também revelou que a probabilidade de eventos climáticos extremos, como o atual, aumentou significativamente. “Uma semana de condições de alta evaporação é agora cerca de 13 vezes mais provável e 18% mais intensa,” explica Keeping. Especialistas alertam que, se não houver mudanças significativas nas políticas climáticas, o planeta pode enfrentar um aquecimento de até 3°C neste século, intensificando ainda mais a frequência e a gravidade dos incêndios florestais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais