- A Europa enfrenta uma grave crise de incêndios florestais, com mais de um milhão de hectares queimados em 2023.
- O aumento das queimadas é causado por ondas de calor extremas e condições climáticas secas, intensificadas pela crise climática.
- Um estudo do World Weather Attribution (WWA) aponta que a mudança climática aumentou a intensidade dos incêndios em 22% e tornou as condições propensas a queimadas 10 vezes mais prováveis.
- Desde junho, países como Turquia, Grécia e Chipre registram incêndios devastadores, com temperaturas chegando a 45°C.
- As consequências incluem mais de 50 mil evacuações na Turquia, 32 mil na Grécia e mortes em ambos os países, além de danos significativos no Chipre.
A Europa enfrenta uma grave crise de incêndios florestais, com mais de um milhão de hectares devastados em 2023. O aumento das queimadas é atribuído a ondas de calor extremas e condições climáticas secas, que se tornaram ainda mais intensas devido à crise climática. Um estudo do WWA (World Weather Attribution) indica que a mudança climática aumentou a intensidade dos incêndios em 22% e tornou as condições propensas a queimadas 10 vezes mais prováveis.
Desde junho, países como Turquia, Grécia e Chipre têm enfrentado incêndios devastadores, com temperaturas alcançando 45°C. O estudo analisou dados dessas regiões e concluiu que a precipitação no inverno diminuiu em 14% em comparação com a era pré-industrial, resultando em verões mais secos e vegetação mais inflamável. “As condições que provocaram tamanha devastação estão 10 vezes mais prováveis e 22% mais intensas devido à mudança climática”, afirma Theodore Keeping, pesquisador do Imperial College.
As consequências têm sido severas: mais de 50 mil pessoas foram evacuadas na Turquia, onde 17 mortes foram registradas, e 32 mil na Grécia, incluindo turistas. No Chipre, 1% da ilha foi consumido pelas chamas, resultando em duas mortes e evacuação em 14 localidades. Os incêndios ainda estão em curso, com novos registros de fatalidades na Grécia.
A análise do WWA também revelou que a probabilidade de eventos climáticos extremos, como o atual, aumentou significativamente. “Uma semana de condições de alta evaporação é agora cerca de 13 vezes mais provável e 18% mais intensa,” explica Keeping. Especialistas alertam que, se não houver mudanças significativas nas políticas climáticas, o planeta pode enfrentar um aquecimento de até 3°C neste século, intensificando ainda mais a frequência e a gravidade dos incêndios florestais.
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