- O Sítio Roberto Burle Marx, a 50 quilômetros do Rio de Janeiro, foi classificado pelo The New York Times como um dos jardins mais extraordinários do mundo.
- Em 2021, o local recebeu o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO após passar por renovação.
- O sítio possui cerca de 400.000 metros quadrados e abriga uma coleção de aproximadamente 3.500 espécies de plantas tropicais.
- A propriedade, que foi residência do paisagista Roberto Burle Marx até sua morte em 1994, também inclui a Casa de Roberto, um museu com mais de 4.000 peças de arte.
- O acesso ao sítio é feito mediante reserva prévia e pagamento de uma taxa, com passeios guiados disponíveis para os visitantes.
Sítio Roberto Burle Marx: Patrimônio da Humanidade e um Jardim Extraordinário
O Sítio Roberto Burle Marx, localizado a cerca de 50 quilômetros do centro do Rio de Janeiro, foi recentemente destacado pelo *The New York Times* como um dos jardins mais extraordinários do mundo. Em 2021, o local foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, após passar por uma renovação significativa.
Com uma área de aproximadamente 400.000 metros quadrados, o sítio abriga uma das mais importantes coleções de plantas tropicais, com cerca de 3.500 espécies nativas e exóticas. O espaço, que foi a residência e laboratório do renomado paisagista Roberto Burle Marx até sua morte em 1994, reflete sua visão inovadora e artística sobre a natureza.
Legado de Burle Marx
Burle Marx, considerado o pai do paisagismo moderno no Brasil, revolucionou o design de jardins entre as décadas de 1930 e 1990. Seu trabalho inclui projetos icônicos, como o calçadão de Copacabana, que combina formas curvilíneas e pedras portuguesas. O artista, nascido em São Paulo, passou grande parte de sua vida no Rio, onde deixou um legado que ainda hoje inspira paisagistas e artistas.
O sítio não é apenas um jardim, mas um espaço que abriga também a Casa de Roberto, aberta ao público desde 2019. O local é um museu que contém mais de 4.000 peças, incluindo obras do próprio Burle Marx e arte popular brasileira. A casa, que reflete a estética do artista, é um verdadeiro gabinete de curiosidades.
Preservação e Acesso
Em 1985, Burle Marx doou o sítio ao governo federal, garantindo sua preservação e a continuidade de projetos de pesquisa. A propriedade, anteriormente conhecida como Sítio Santo Antônio da Bica, passou a ser chamada de Sítio Roberto Burle Marx. Desde então, o espaço tem sido utilizado para estudos sobre paisagismo e conservação da natureza.
Os visitantes podem acessar o sítio mediante reserva prévia e pagamento de uma taxa simbólica. A experiência inclui um passeio guiado que revela a riqueza da flora tropical e a visão artística de Burle Marx, que sempre buscou mostrar a beleza e a diversidade do Brasil.
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