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Brasil apresenta fundo de florestas como principal contribuição na COP30

Brasil busca captar US$ 125 bilhões para conservar florestas tropicais e impulsionar bioeconomia na COP30 em Belém do Pará

Marcelo Behar, enviado climático da COP30, fala sobre a expectativa de uma COP da natureza no Brasil após três edições focadas no petróleo (Foto: Reprodução)
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  • O Brasil se prepara para a COP30, que ocorrerá em Belém do Pará, com foco na conservação ambiental e bioeconomia.
  • Marcelo Behar, enviado especial de bioeconomia, anunciou o Fundo de Florestas Tropicais (TFFF), que busca captar US$ 125 bilhões para a preservação das florestas.
  • O fundo conta com apoio de países como Noruega e Alemanha e será apresentado durante a conferência.
  • O modelo do TFFF prevê pagamento maior por hectare conservado e destina 20% dos recursos para o uso sustentável por comunidades tradicionais.
  • A Amazônia, que abriga 80% da biodiversidade mundial, é central na estratégia de Behar, que destaca a importância de sua preservação.

O Brasil se prepara para a COP30, que ocorrerá em Belém do Pará, com um foco renovado na conservação ambiental e bioeconomia. Marcelo Behar, enviado especial de bioeconomia da conferência, anunciou um inovador Fundo de Florestas Tropicais (TFFF), que busca captar US$ 125 bilhões para financiar a preservação das florestas tropicais. O fundo conta com o apoio de países como Noruega e Alemanha e será apresentado oficialmente durante o evento.

Behar destacou que o TFFF representa uma nova abordagem de financiamento climático, recompensando financeiramente os países que mantêm suas florestas. O modelo prevê um pagamento significativamente maior por hectare conservado, com R$ 48 atualmente, e destina 20% dos recursos para o uso sustentável por comunidades tradicionais. O fundo não dependerá do mercado de carbono regulado e deve iniciar suas operações em novembro.

A bioeconomia, conceito que ganha destaque no G20, é vista como uma oportunidade bilionária para o Brasil, com potencial de movimentar entre US$ 100 bilhões e US$ 140 bilhões anuais até 2032. O plano de Behar é estruturado em cinco frentes: florestas, agricultura regenerativa, sociobioeconomia, biotecnologia e finanças sustentáveis. A proposta visa garantir a preservação ambiental enquanto se cria valor econômico.

A Amazônia, que abriga 80% da biodiversidade mundial, é o foco central da estratégia. Behar enfatiza a importância de manter o bioma, afirmando que a destruição total da floresta geraria emissões equivalentes às dos Estados Unidos desde 1850. A transição para uma agricultura regenerativa é uma das frentes que busca melhorar a sustentabilidade e a qualidade do solo, beneficiando comunidades tradicionais.

O avanço do mercado de carbono regulado também é considerado crucial para impulsionar a bioeconomia no Brasil, com potencial de gerar até US$ 2 trilhões anuais até 2030. Behar acredita que a COP30 será um marco na agenda climática global, permitindo ao Brasil apresentar soluções inovadoras em bioeconomia e avançar no mercado de carbono.

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