- Um estudo recente revelou que o anolis-marrom, uma espécie invasora em Nova Orleans, apresenta concentrações de chumbo no sangue até 600 vezes superiores ao limite seguro para humanos.
- Os pesquisadores da Universidade Tulane analisaram amostras de sangue e tecidos de lagartos coletados em áreas urbanas.
- Um dos lagartos alcançou 3192 microgramas por decilitro (μg/dL) de chumbo, enquanto valores acima de 5 μg/dL em adultos e 3,5 μg/dL em crianças são considerados preocupantes.
- Apesar dos altos níveis de chumbo, os lagartos não mostraram comprometimento em habilidades como equilíbrio e velocidade.
- A pesquisa destaca a persistência da poluição por chumbo e sugere que entender a tolerância do anolis-marrom pode ajudar a mitigar o envenenamento por metais pesados em outras espécies.
Um estudo recente revelou que o anolis-marrom, uma espécie invasora em Nova Orleans, apresenta concentrações de chumbo no sangue até 600 vezes superiores ao limite seguro para humanos, sem sinais de intoxicação. O lagarto, que se espalhou pela cidade desde os anos 1990, desafia o conhecimento científico sobre os efeitos tóxicos do metal.
Pesquisadores da Universidade Tulane, liderados pela doutoranda Annelise Blanchette, analisaram amostras de sangue e tecidos de lagartos coletados em áreas urbanas. Os resultados, publicados na revista *Environmental Research*, mostraram que um indivíduo alcançou 3192 μg/dL, uma quantidade alarmante, considerando que valores acima de 5 μg/dL em adultos e 3,5 μg/dL em crianças são preocupantes.
Apesar dos níveis elevados de chumbo, os lagartos não apresentaram comprometimento em habilidades como equilíbrio e velocidade. Para observar alguma queda de desempenho, os animais precisariam ser expostos a concentrações cerca de dez vezes maiores do que as já registradas. Alex Gunderson, biólogo da Tulane, destacou que esses lagartos estão prosperando em condições que seriam catastróficas para a maioria dos vertebrados.
A pesquisa ressalta a persistência da poluição por chumbo no ambiente e a necessidade de reduzir a exposição em populações vulneráveis. Os cientistas sugerem que a descoberta dos mecanismos que permitem a tolerância do anolis-marrom ao chumbo pode abrir caminhos para estratégias que ajudem a mitigar o envenenamento por metais pesados em humanos e outras espécies.
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