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Estudo revela que corrente do Oceano Atlântico enfrenta riscos severos e catastróficos

Estudo alerta para risco crescente de colapso da Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico, exigindo ações imediatas contra mudanças climáticas

Maré alta afeta a cidade de Saint-Malo, na França, com ondas fortes atingindo a costa (Foto: Reprodução)
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  • Um novo estudo aponta que o colapso da Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (Amoc) tem até 25% de chance de ocorrer, mesmo em cenários de baixas emissões.
  • A Amoc é essencial para o clima global, transportando águas quentes dos trópicos para a Europa e o Ártico.
  • Atualmente, a Amoc está em seu nível mais fraco em 1.600 anos, agravada pela crise climática.
  • Se as emissões de gases de efeito estufa continuarem a crescer, até 70% dos modelos climáticos projetam o colapso da Amoc.
  • O colapso pode causar invernos rigorosos na Europa Ocidental, secas na América do Sul e na África, e elevar o nível do mar em até 50 centímetros.

Um novo estudo revela que o colapso da Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (Amoc) não é mais um evento improvável, com até 25% de chance de ruptura mesmo em cenários de baixas emissões. Essa descoberta destaca a urgência de cortes drásticos no uso de combustíveis fósseis para evitar consequências climáticas severas.

A Amoc é fundamental para o sistema climático global, transportando águas quentes dos trópicos para a Europa e o Ártico, onde se resfriam e afundam. Esse processo, conhecido como circulação termohalina, é crucial para a distribuição de calor e a regulação do clima. Atualmente, a Amoc opera em seu nível mais fraco em 1.600 anos, exacerbada pela crise climática.

Modelos climáticos anteriores indicavam que um colapso antes de 2100 era improvável. No entanto, simulações mais recentes, que se estendem até 2300 e 2500, mostram que o “ponto de não retorno” pode ser alcançado nas próximas décadas. Se as emissões continuarem a crescer, 70% dos modelos projetam o colapso da Amoc. Mesmo em cenários intermediários, a taxa é de 37%, e em situações de baixas emissões, a probabilidade ainda é de 25%.

Consequências Globais

O colapso da Amoc teria impactos globais significativos. A Europa Ocidental enfrentaria invernos rigorosos e secas severas no verão. Na América do Sul e na África, o deslocamento das zonas tropicais de chuva ameaçaria a agricultura de milhões. Além disso, o nível do mar poderia subir até 50 cm, agravando os problemas para cidades costeiras.

O climatólogo Stefan Rahmstorf, do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, enfatiza a gravidade da situação. A chance de colapso, que era inferior a 10%, agora pode chegar a 25% mesmo em cenários de baixas emissões. Esse cenário é alarmante e exige ação imediata.

As correntes oceânicas dependem de um equilíbrio delicado entre temperatura e salinidade. O aquecimento do Ártico está derretendo o gelo, liberando água doce que enfraquece a Amoc. Esse processo cria um ciclo de retroalimentação que pode levar a mudanças climáticas abruptas, semelhantes a eventos passados na história da Terra. A comunidade científica concorda que a Amoc já está enfraquecida e que a necessidade de ação rápida é imperativa.

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