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Fábrica de mosquitos busca combater a dengue com inovação e tecnologia

Wolbito do Brasil inicia produção de ovos de mosquitos modificados para combater dengue e Zika, visando reduzir epidemia no país

Fábrica Wolbito do Brasil cria mosquitos modificados com Wolbachia, que serão enviados para cidades brasileiras para ajudar na redução de doenças (Foto: Reprodução)
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  • A fábrica Wolbito do Brasil, em Curitiba, começou a produzir 100 milhões de ovos de mosquitos Aedes aegypti modificados com a bactéria Wolbachia.
  • O objetivo é reduzir a transmissão de dengue e Zika, doenças que afetam milhões de brasileiros.
  • O Brasil registrou 6,5 milhões de casos de dengue no último ano.
  • Os mosquitos modificados, chamados wolbitos, se acasalam com mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para a próxima geração.
  • A produção enfrenta desafios, como controle rigoroso de temperatura e umidade, e utiliza cápsulas dissolvíveis para facilitar o transporte dos ovos.

A fábrica Wolbito do Brasil, localizada em Curitiba, iniciou a produção de 100 milhões de ovos de mosquitos Aedes aegypti modificados com a bactéria Wolbachia. Essa iniciativa visa combater a dengue e o Zika, doenças que afetam milhões de brasileiros anualmente. O projeto é parte de uma estratégia mais ampla do governo federal para enfrentar a epidemia de dengue, que registrou 6,5 milhões de casos confirmados no último ano.

Os mosquitos modificados, conhecidos como wolbitos, têm a capacidade de reduzir a transmissão de vírus. A técnica consiste em liberar esses insetos nas cidades, onde eles se acasalam com os mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para a próxima geração. Essa abordagem já demonstrou resultados positivos em outras regiões, como Colômbia e Indonésia, e em Niterói, no Brasil, onde os casos de dengue caíram 69% após a liberação dos wolbitos.

Desafios na Produção

Apesar do potencial promissor, a criação em massa dos mosquitos apresenta desafios. A temperatura e a umidade precisam ser rigorosamente controladas para garantir a sobrevivência dos ovos e larvas. A equipe da fábrica desenvolveu cápsulas dissolvíveis que contêm os ovos, facilitando o transporte e a incubação em locais estratégicos.

Os pesquisadores estão aprendendo com a experiência acumulada na fábrica, que é uma parceria entre o World Mosquito Program, o Instituto de Biologia Molecular do Paraná e a Fiocruz. A produção em larga escala requer um manejo cuidadoso, pois as fêmeas de Aedes aegypti são exigentes quanto às condições de ambiente para a reprodução.

A expectativa é que a liberação dos wolbitos contribua significativamente para a redução das taxas de dengue no Brasil, oferecendo uma nova ferramenta no combate a doenças transmitidas por mosquitos.

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