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Poluição no rio entre EUA e México provoca emissão de gás tóxico com odor forte

Pesquisadores alertam para níveis alarmantes de sulfeto de hidrogênio no ar em comunidades próximas ao rio Tijuana, com riscos à saúde pública

Poluição em rio entre EUA e México gera grande quantidade de gás tóxico (Foto: Reprodução)
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  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, descobriram que o rio Tijuana está liberando sulfeto de hidrogênio em níveis alarmantes, afetando a qualidade do ar nas comunidades próximas.
  • A concentração do gás chegou a 4.500 partes por bilhão, muito acima do limite de 1 parte por bilhão em áreas urbanas.
  • O rio é conhecido por transportar esgoto sem tratamento e resíduos tóxicos, resultando no fechamento de praias na Califórnia por mais de 1.300 dias consecutivos.
  • Durante o verão de 2024, aumentaram as reclamações sobre o odor intenso, especialmente à noite, e a equipe de pesquisa registrou níveis de sulfeto de hidrogênio até 70 vezes superiores aos limites recomendados.
  • Os pesquisadores investigam a relação entre essas concentrações elevadas e problemas de saúde na região, como dores de cabeça e sintomas respiratórios.

Águas poluídas do rio Tijuana, que atravessa a fronteira entre os EUA e o México, estão liberando sulfeto de hidrogênio em níveis alarmantes, afetando a qualidade do ar em comunidades próximas. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, publicaram um estudo na revista Science, revelando que a concentração do gás, conhecido pelo cheiro de ovo podre, chegou a ser 4.500 partes por bilhão, muito acima do padrão de 1 parte por bilhão em áreas urbanas.

O rio Tijuana é historicamente conhecido por transportar esgoto sem tratamento e resíduos tóxicos em direção ao Oceano Pacífico, resultando no fechamento de praias na Califórnia por mais de 1.300 dias consecutivos. Apesar das queixas de moradores sobre o mau cheiro, a poluição do ar causada pelo rio não havia recebido a devida atenção. Benjamin Rico, químico atmosférico, destacou que esta é uma das primeiras vezes que uma crise de poluição do ar é atribuída a um rio.

Durante o verão de 2024, as reclamações sobre o odor aumentaram em San Diego. Moradores relataram que o cheiro intenso se intensificava à noite, e um ponto específico do rio produzia espuma. A equipe de pesquisa instalou um laboratório móvel para monitorar a qualidade do ar, registrando níveis de sulfeto de hidrogênio que superavam em até 70 vezes os limites recomendados. Embora os níveis tenham diminuído quando as águas residuais foram desviadas para uma estação de tratamento, ainda permanecem acima do aceitável.

Os pesquisadores ainda investigam se essas concentrações elevadas estão ligadas a problemas de saúde na região, como dores de cabeça e sintomas respiratórios. Rico observou crianças jogando futebol em áreas com altos níveis de poluição, ressaltando a normalização dessa situação para a comunidade. Pesquisadores alertam que outros rios contaminados ao redor do mundo podem estar liberando poluentes no ar, representando um risco ambiental significativo.

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