- Cientistas identificaram o núcleo da estria terminal (BNST) como uma região cerebral que controla a ingestão de alimentos em camundongos.
- A pesquisa, publicada na revista Cell, mostra que a manipulação do BNST pode ativar ou silenciar a fome, mesmo em animais saciados.
- Os pesquisadores, liderados por Charles Zuker, descobriram que o BNST integra informações sobre fome, deficiências nutricionais e palatabilidade dos alimentos.
- Silenciar neurônios do BNST fez com que camundongos perdessem interesse por alimentos doces, enquanto ativá-los levou os animais a consumir substâncias normalmente ignoradas.
- A descoberta pode ajudar a entender como o cérebro regula o apetite e contribuir para estratégias de controle de peso em humanos.
Cientistas identificaram o núcleo da estria terminal (BNST) como uma região cerebral crucial que atua como um “dial” para controlar a ingestão de alimentos em camundongos. A pesquisa, publicada em 10 de setembro na revista *Cell*, revela que a manipulação dessa área pode ativar ou silenciar a fome, mesmo em animais já saciados.
Os pesquisadores, liderados por Charles Zuker, da Universidade de Columbia, descobriram que o BNST integra informações sobre níveis de fome, deficiências nutricionais e a palatabilidade dos alimentos. Quando os neurônios do BNST foram silenciados, os camundongos perderam o interesse por alimentos doces, mesmo quando estavam famintos. Por outro lado, a ativação desses neurônios levou os animais a consumir substâncias que normalmente ignorariam, como água e até pellets de plástico.
Esse estudo destaca a complexidade do controle do apetite, que envolve várias áreas do cérebro. O BNST se mostra um “centro chave” que conecta as características sensoriais dos alimentos ao controle de peso, sugerindo que a manipulação dessa região poderia ter implicações significativas para a saúde humana. Matthew Carter, neurocientista da Williams College, elogiou a pesquisa por separar os efeitos da fome e das qualidades sensoriais dos alimentos na ingestão.
A descoberta abre novas possibilidades para entender como o cérebro regula o apetite e pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de controle de peso em humanos.
Entre na conversa da comunidade