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Cientistas se mobilizam contra políticas de Trump em defesa da pesquisa científica

Cientistas processam governo para reverter cortes de US$ 2 bilhões em financiamentos de pesquisas científicas nos Estados Unidos

Homem de terno fala ao microfone durante apresentação em um palco com gráfico ao fundo (Foto: Reprodução)
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  • A administração do ex-presidente Donald Trump cortou financiamentos para pesquisas científicas em janeiro, afetando áreas como diversidade e saúde, incluindo Alzheimer.
  • Nicole Maphis, pesquisadora da Universidade do Novo México, teve sua proposta de financiamento do Instituto Nacional de Saúde (NIH) descartada.
  • Em fevereiro, Maphis foi informada sobre a retirada de sua proposta, expressando frustração com a situação.
  • Um juiz do Tribunal Distrital de Massachusetts, William Young, ordenou a reinstalação de projetos de pesquisa do NIH, mas a Suprema Corte suspendeu parte dessa decisão, permitindo cortes de até US$ 2 bilhões.
  • Cientistas, incluindo Maphis, estão processando o governo para reverter os cortes, com iniciativas como o projeto Grant Witness documentando o impacto nas pesquisas.

A administração do ex-presidente Donald Trump cortou significativamente os financiamentos para pesquisas científicas a partir de janeiro, impactando áreas como diversidade e saúde, incluindo estudos sobre Alzheimer. Nicole Maphis, pesquisadora da Universidade do Novo México, foi uma das afetadas. Ela esperava um financiamento do NIH para um projeto que poderia impulsionar sua carreira acadêmica, mas viu sua proposta ser descartada.

Em fevereiro, Maphis foi informada que sua proposta havia sido retirada da consideração. A cientista expressou sua frustração, afirmando que nunca havia se sentido tão desamparada em sua carreira. O corte de verbas atingiu não apenas sua pesquisa, mas também projetos relacionados a temas como mudança climática e saúde de minorias. Maphis se uniu a outros cientistas em um esforço legal para reintegrar os financiamentos cortados.

Um juiz do Tribunal Distrital de Massachusetts, William Young, ordenou a reinstalação de centenas de projetos de pesquisa do NIH, criticando a administração Trump por discriminação. No entanto, a Suprema Corte suspendeu parte dessa decisão, permitindo que o governo mantivesse cortes de até US$ 2 bilhões em financiamentos. O caso continua em andamento, com várias ações judiciais sendo movidas por cientistas e instituições.

A coleta de dados sobre os cortes tem sido fundamental para a luta dos pesquisadores. Iniciativas como o projeto Grant Witness, que documenta as propostas de financiamento canceladas, têm ajudado a evidenciar o impacto desproporcional dos cortes em pesquisas que beneficiam mulheres e minorias. A pressão para reverter essas decisões continua, com cientistas se mobilizando para proteger a integridade da pesquisa científica nos Estados Unidos.

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