- Foi descoberto um novo espécime de rhynchocephaliano, chamado Agriodontosaurus helsbypetrae, na Formação Helsby, em Devon, Reino Unido.
- Este é o mais antigo conhecido do grupo, datando de 245 a 241 milhões de anos.
- O crânio do Agriodontosaurus apresenta características inesperadas, como uma barra temporal inferior aberta e ausência de grandes dentes palatinos.
- O espécime mede cerca de 100 milímetros e indica que o animal era um predador especializado em insetos.
- A descoberta sugere uma origem europeia para os lepidosauros e pode redefinir a linha do tempo da evolução desse grupo, que inclui lagartos e serpentes.
Um novo espécime de rhynchocephaliano, denominado Agriodontosaurus helsbypetrae, foi descoberto na Formação Helsby, em Devon, Reino Unido. Este é o mais antigo conhecido do grupo, datando de 245 a 241 milhões de anos. A descoberta revela características cranianas inesperadas, sugerindo uma origem europeia para os lepidosauros, que incluem lagartos e serpentes.
O Agriodontosaurus apresenta um crânio não móvel, com uma barra temporal inferior aberta e ausência de grandes dentes palatinos. O espécime, que mede cerca de 100 mm, indica que esse animal era um predador especializado em insetos. A pesquisa, publicada em uma renomada revista científica, destaca a importância desse achado para entender a diversificação inicial dos lepidosauros durante a Revolução Triássica.
Os lepidosauros, que surgiram no Triássico, são o grupo de vertebrados terrestres mais diverso, com cerca de 12 mil espécies. A anatomia craniana dos squamates é bem documentada, mas a descoberta de Agriodontosaurus ajuda a preencher lacunas na compreensão da anatomia e adaptações alimentares de seus ancestrais. A ausência de dentes palatinos nesse novo espécime é particularmente surpreendente, uma vez que muitos de seus parentes mais próximos possuem essa característica.
Os pesquisadores acreditam que a descoberta do Agriodontosaurus pode redefinir a linha do tempo da evolução dos lepidosauros, fixando a origem do grupo em um período anterior ao que se pensava. Essa nova evidência reforça a ideia de que a diversificação dos lepidosauros ocorreu rapidamente após a extinção em massa do final do Permiano, que abriu caminho para a formação de ecossistemas terrestres modernos.
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