- Um estudo publicado na revista *The Lancet* mostra que a probabilidade de morte por doenças não transmissíveis (DNTs) caiu em 152 países entre 2010 e 2019.
- A pesquisa analisou dados de 185 nações e constatou que mais da metade dos países teve uma desaceleração nas taxas de declínio em comparação com a década anterior.
- Em quatro em cada cinco países, a chance de falecer antes dos 80 anos devido a DNTs diminuiu, com 147 países apresentando melhorias para homens e 152 para mulheres.
- As 25 nações de alta renda observaram reduções nas mortes por DNTs, com a Dinamarca tendo a maior queda e os Estados Unidos a menor.
- A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a meta de reduzir as mortes por DNTs em um terço até 2030, destacando a necessidade de continuidade nas políticas de saúde pública.
Um estudo publicado na revista *The Lancet* revela que a probabilidade de morte por doenças não transmissíveis (DNTs), como câncer e doenças cardíacas, diminuiu em 152 países entre 2010 e 2019. A pesquisa analisou dados de 185 nações e constatou que, apesar da redução, mais da metade dos países apresentou uma desaceleração nas taxas de declínio em comparação com a década anterior.
Os dados mostram que, em quatro em cada cinco países, a chance de falecer antes dos 80 anos devido a DNTs caiu, com 147 países registrando melhorias para homens e 152 para mulheres. No entanto, o coautor do estudo, Majid Ezzati, da Imperial College London, destaca que, embora tenha havido avanços significativos no início do milênio, a tendência de queda nas taxas de mortalidade não se manteve no mesmo ritmo na última década.
Avanços e Desafios
Entre os países analisados, todas as 25 nações de alta renda observaram reduções nas mortes por DNTs. Dinamarca teve a maior queda, enquanto os Estados Unidos apresentaram a menor. Na comparação global, Japão e Cingapura destacaram-se com os menores riscos de morte por DNTs, enquanto Afeganistão e Eswatini enfrentaram os maiores.
O estudo também identificou que os principais fatores para a melhoria nas taxas de mortalidade incluem a integração de melhores tratamentos nos sistemas de saúde, a adoção de medicamentos como estatinas e hipertensivos, além do desenvolvimento de vacinas para doenças como hepatite e câncer cervical. As políticas governamentais que restringem o uso de tabaco e álcool também contribuíram para a redução das mortes relacionadas a essas substâncias.
Perspectivas Futuras
A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a meta de reduzir as mortes por DNTs em um terço até 2030. Apesar dos avanços, a desaceleração nas taxas de declínio em muitos países indica que ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar esse objetivo. A continuidade das políticas de saúde pública e a implementação de estratégias eficazes serão essenciais para manter a tendência de queda nas mortes por doenças crônicas.
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