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Governo Trump busca eliminar programa federal de relatórios sobre poluição

Governo dos Estados Unidos suspende Programa de Relatórios de Gases de Efeito Estufa, gerando críticas sobre falta de transparência ambiental

Governo Trump tenta desmantelar programa federal e eliminar relatórios de emissões de poluentes (Foto: Reprodução)
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  • Os Estados Unidos suspenderam o Programa de Relatórios de Gases de Efeito Estufa (GHGRP), que monitorava as emissões de mais de oito mil instalações.
  • A decisão foi anunciada nesta sexta-feira e faz parte da estratégia do governo de Donald Trump para reduzir regulamentações ambientais.
  • O administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, afirmou que o programa não melhora a qualidade do ar e que a EPA não é obrigada a coletar dados, exceto sobre emissões de metano.
  • A suspensão ocorre em um contexto de apoio à indústria de combustíveis fósseis, que financia a campanha eleitoral de Trump para 2024.
  • Especialistas criticaram a medida, afirmando que a falta de dados compromete a transparência e a responsabilização das instalações.

Os Estados Unidos anunciaram a suspensão do Programa de Relatórios de Gases de Efeito Estufa (GHGRP), que monitorava as emissões de mais de 8.000 instalações, incluindo usinas e fábricas. A decisão, divulgada nesta sexta-feira, é parte da estratégia do governo de Donald Trump para reduzir regulamentações ambientais, que a administração considera burocráticas e desnecessárias.

O GHGRP, criado em 2010, era responsável por rastrear cerca de 85% a 90% da poluição do país. O administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, afirmou que o programa não contribui para a melhoria da qualidade do ar e que a EPA não está legalmente obrigada a continuar a coleta de dados, exceto para emissões de metano.

A suspensão do programa ocorre em um contexto em que Trump tem promovido a indústria de combustíveis fósseis, recebendo apoio financeiro significativo desse setor durante sua campanha eleitoral de 2024. A nova medida também se alinha com a aprovação de uma lei climática em 2022, que estabelece uma taxa sobre emissões de metano, mas adia a coleta de dados até 2034.

A decisão gerou críticas de especialistas e políticos. Julie McNamara, da Union of Concerned Scientists, destacou que a falta de dados verificáveis pode comprometer a responsabilização das instalações e dificultar ações em níveis local e nacional. O senador democrata Sheldon Whitehouse alertou que a suspensão do GHGRP prejudica a transparência e a capacidade dos formuladores de políticas de agir com base em informações precisas sobre emissões.

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