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Sierra de Las Minas enfrenta desafios para preservar o maior bosque nuboso da região

Incêndios florestais ameaçam a biodiversidade da Reserva de la Biosfera Sierra de Las Minas, com milhares de hectares devastados em 2024

Cristina Abugarade, coordenadora de monitoreo biológico, em uma reserva natural (Foto: Reprodução)
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  • A Reserva de la Biosfera Sierra de Las Minas, em Guatemala, é um importante santuário de biodiversidade reconhecido pela Unesco.
  • Biólogos monitoraram a fauna local e registraram a presença de jaguares e pumas, além de mais de vinte espécies de mamíferos em um ano.
  • Em 2024, cerca de cinco mil hectares foram queimados, com mil hectares na zona núcleo, devido a práticas agrícolas inadequadas.
  • O bombeiro Alfredo Chajón alertou que a mudança climática intensifica os riscos de incêndios florestais, que são em sua maioria causados por ações humanas.
  • A reserva, com mais de duzentos e quarenta mil hectares, é patrulhada por apenas três guardas florestais, enfrentando desafios para proteger a biodiversidade local.

A Reserva de la Biosfera Sierra de Las Minas, em Guatemala, é um importante santuário de biodiversidade, reconhecido pela Unesco. Recentemente, biólogos monitoraram a fauna local, registrando a presença de grandes felinos, como jaguares e pumas, e alertando sobre os incêndios florestais que devastaram milhares de hectares da reserva.

A bióloga Cristina Abugarade, da Fundação Defensores de la Naturaleza, destacou a importância da reserva, que abriga espécies como o quetzal e a salamandra endêmica. Durante o monitoramento, foram capturados registros de um jaguar a mais de 2.000 metros de altitude e doze registros independentes de pumas, além de mais de vinte espécies de mamíferos em um único ano. Esses dados reforçam que a Sierra de Las Minas continua sendo um refúgio vital para a biodiversidade mesoamericana.

Entretanto, os incêndios florestais se tornaram a principal ameaça à reserva. Em 2024, cerca de 5.000 hectares foram queimados, com mil hectares dentro da zona núcleo. A maioria dos incêndios é provocada por práticas agrícolas inadequadas, onde o fogo é utilizado para preparar a terra. O bombeiro Alfredo Chajón alertou que essa prática, aliada ao mudança climática, intensifica os riscos.

Os incêndios não apenas afetam a flora, mas também a fauna. Animais como o tamandua mexicana e o urso melero foram encontrados mortos após os incêndios. A situação é alarmante, com o 98,82% dos incêndios florestais em Guatemala sendo causados por ações humanas, resultando na queima de aproximadamente 80.000 hectares de áreas protegidas em um único ano.

A reserva, com mais de 240.000 hectares, é patrulhada por apenas três guardas florestais, que enfrentam desafios diários para proteger a biodiversidade local. A luta pela conservação da Sierra de Las Minas é crucial para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas e a preservação de um dos últimos grandes ecossistemas de Centroamérica.

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