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Agricultura regenerativa impulsiona cafeicultura diante de preços altos e clima instável

Fazenda Ponta da Serra adota práticas de agricultura regenerativa e moderniza secagem de café, integrando-se ao Nescafé Plan da Nestlé

Fazenda Ponta da Serra, em Capetinga (MG), com cobertura do solo feita de casca de café e testes de uso de frutíferas para controle de pragas (Foto: Reprodução)
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  • A Fazenda Ponta da Serra, em Minas Gerais, adota práticas de agricultura regenerativa desde 2019, focando na melhoria do solo e controle de pragas.
  • O uso de árvores de ingá atrai insetos benéficos, contribuindo para a saúde do solo e aumentando a produtividade.
  • A fazenda modernizou seu sistema de secagem de café, reduzindo o tempo de secagem de quinze para dois dias, o que melhora a eficiência operacional.
  • A produtividade alcança trinta sacas por hectare, superando a média nacional em até quinze por cento.
  • A propriedade se integrou ao Nescafé Plan da Nestlé, que promove a agricultura regenerativa e busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Em Minas Gerais, a Fazenda Ponta da Serra, administrada pela família Mambrini, tem se destacado na adoção de práticas de agricultura regenerativa. Desde 2019, a propriedade de 330 hectares, localizada em Capetinga, implementou técnicas inovadoras, como o plantio de árvores de ingá, que atraem insetos benéficos para o controle de pragas comuns no cultivo de café.

O uso do ingá é parte de um conjunto de práticas que visa melhorar a saúde do solo e aumentar a produtividade. Tulio Mambrini, um dos gestores da fazenda, explica que a iniciativa começou com a erradicação do capim amargoso, mas os benefícios se expandiram, resultando em solo mais aerado e maior infiltração de água. Além disso, a casca do café é agora utilizada como biofertilizante.

Inovações na Secagem do Café

A Fazenda Ponta da Serra também modernizou seu sistema de secagem de café. O novo método, que utiliza uma estrutura fechada com ar quente, reduz o tempo de secagem de 15 para apenas 2 dias. Essa mudança não só protege os grãos de intempéries e furtos, mas também contribui para a eficiência operacional da propriedade.

Com o aumento dos preços do café, a segurança na secagem se tornou uma prioridade. A produtividade na fazenda é de 30 sacas por hectare, superando a média nacional em 10% a 15%. As práticas regenerativas adotadas também possibilitam acesso a prêmios de plantio e parcerias com grandes empresas, como a Nestlé.

Parceria com o Nescafé Plan

A Fazenda Ponta da Serra se integrou ao Nescafé Plan, da Nestlé, que visa promover a agricultura regenerativa entre os produtores de café. O programa, que cresceu de 1.200 para 3.600 produtores em um ano, busca atender à demanda crescente por café solúvel e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A Nestlé investe R$ 1 bilhão na modernização de sua fábrica em Araras (SP), onde a produção de café solúvel deve aumentar em 10% nos próximos anos. O compromisso da empresa com a sustentabilidade inclui a meta de zerar suas emissões até 2050, com 41% de suas matérias-primas já provenientes de propriedades que adotam práticas regenerativas.

A Fazenda Ponta da Serra exemplifica como a agricultura regenerativa pode ser uma solução viável e sustentável, beneficiando tanto a produção quanto o meio ambiente.

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