- A camada de ozônio está se recuperando, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 2024.
- O buraco na Antártida diminuiu e é menor que em anos anteriores.
- A OMM prevê recuperação total da camada até meados do século XXI.
- Os níveis de ozônio atingiram máximos em décadas, com aumento de 14% na espessura sobre o Ártico.
- A recuperação reduzirá riscos de câncer de pele e catarata, além de beneficiar ecossistemas.
A camada de ozônio está em processo de recuperação, conforme anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu boletim de 2024. O buraco na Antártida apresentou uma diminuição significativa, sendo menor que em anos anteriores. A OMM prevê que a recuperação total da camada de ozônio pode ocorrer até meados do século XXI.
Os dados revelam que, em 2024, os níveis de ozônio na atmosfera atingiram máximos em décadas. A espessura da camada sobre o Ártico aumentou em 14% em comparação com a média histórica, resultando em uma redução de até 5% na radiação ultravioleta no Hemisfério Norte durante o verão. O déficit de ozônio na Antártida caiu para 46,1 milhões de toneladas, um número inferior à média entre 1990 e 2020.
Protocolo de Montreal
O sucesso dessa recuperação é amplamente atribuído ao Protocolo de Montreal, assinado em 1987, que visa eliminar substâncias nocivas como os clorofluorocarbonetos (CFCs). Desde a implementação do tratado, mais de 99% da produção e consumo desses compostos foram eliminados. O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que essa ação coletiva é um exemplo de como a ciência pode guiar políticas eficazes.
Além das ações humanas, fatores naturais, como o El Niño e a atividade solar, também contribuíram para a melhora dos níveis de ozônio. A OMM projeta que, se as políticas atuais forem mantidas, a camada de ozônio poderá retornar aos níveis da década de 1980 até 2040 na maior parte do planeta, 2045 no Ártico e 2066 na Antártida.
Impactos na Saúde e Ecossistemas
A recuperação da camada de ozônio é crucial para a saúde pública e a preservação dos ecossistemas. A OMM indica que a melhora nos níveis de ozônio reduzirá os riscos de câncer de pele, catarata e a degradação dos ecossistemas causada pela exposição excessiva aos raios UV. A tendência observada em 2024 é um sinal positivo de que a ação internacional pode gerar resultados benéficos para o planeta.
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