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Indústrias farmacêuticas abandonam Reino Unido e impactam a ciência global

Merck cancelou projeto de £1 bilhão em Londres e AstraZeneca reconsiderou expansão de £200 milhões em Cambridge devido a cortes de financiamento.

Merck e AstraZeneca interromperam investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Reino Unido (Foto: Reprodução)
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  • Merck e AstraZeneca suspenderam investimentos em pesquisa no Reino Unido, citando cortes de financiamento e um ambiente comercial desfavorável.
  • A Merck cancelou um projeto de £1 bilhão para um centro de pesquisa em Londres e interrompeu colaborações com o Francis Crick Institute.
  • A AstraZeneca reconsiderou uma expansão de £200 milhões em Cambridge, após já ter recuado em um investimento anterior de £450 milhões em Liverpool.
  • O diretor da Merck no Reino Unido, Ben Lucas, afirmou que o ambiente comercial precisa ser revisto.
  • O ministro britânico de ciência, pesquisa e inovação, Patrick Vallance, destacou a necessidade de aumentar os gastos do Sistema Nacional de Saúde (NHS) com medicamentos, que caíram de 15% para 9% nos últimos dez anos.

Merck e AstraZeneca suspenderam investimentos em pesquisa no Reino Unido, citando cortes de financiamento e um ambiente comercial desfavorável. As decisões foram anunciadas em setembro, quando Merck cancelou um projeto de £1 bilhão para um centro de pesquisa em Londres e interrompeu colaborações com o Francis Crick Institute. AstraZeneca também reconsiderou uma expansão de £200 milhões em Cambridge, após já ter recuado em um investimento anterior de £450 milhões em Liverpool.

As empresas farmacêuticas estão preocupadas com a redução do investimento governamental no setor. O diretor da MSD (Merck) no Reino Unido, Ben Lucas, afirmou que o ambiente comercial precisa ser revisto. O ministro britânico de ciência, pesquisa e inovação, Patrick Vallance, destacou que o NHS deve aumentar seus gastos com medicamentos, que caíram de 15% para 9% nos últimos dez anos. Para reverter essa tendência, seriam necessários £12 bilhões adicionais por ano.

As negociações entre o governo e a indústria farmacêutica estão estagnadas, especialmente em relação à reforma dos preços dos medicamentos. O aumento do reembolso de 15% para 24% insatisfez as empresas. Especialistas apontam que as dificuldades enfrentadas pelas farmacêuticas vão além das políticas locais, ligando-as a um modelo de negócios obsoleto e à concorrência crescente de medicamentos mais baratos, especialmente da China.

A situação no Reino Unido pode não ser um reflexo imediato de mudanças políticas, mas sim resultado de um planejamento estratégico de longo prazo das empresas. A incerteza sobre o futuro do setor farmacêutico no país levanta preocupações sobre a capacidade de atrair novos investimentos e manter a competitividade global.

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