- Uma pesquisa da ASSOBIO e FutureBrand mostra que 65% dos brasileiros se sentem distantes da Amazônia, apesar de 34% acreditarem conhecer a bioeconomia.
- Os resultados serão apresentados na COP30, destacando a importância de desmistificar a imagem da floresta e promover produtos amazônicos.
- O estudo, financiado pelo Fundo Vale, revela que 83% dos entrevistados acreditam que consumir produtos amazônicos apoia comunidades locais, mas a compreensão sobre bioeconomia é superficial.
- Paulo Reis, presidente da ASSOBIO, afirma que a bioeconomia pode conectar a floresta à vida dos brasileiros.
- Embora 60% dos entrevistados consumam produtos amazônicos, enfrentam barreiras como preços altos e dificuldade de acesso.
Uma pesquisa realizada pela ASSOBIO em parceria com a FutureBrand revelou que 65% dos brasileiros se sentem distantes da Amazônia, apesar de 34% acreditarem conhecer a bioeconomia. Os resultados, que serão apresentados na COP30, destacam a necessidade de desmistificar a imagem da floresta e promover produtos amazônicos.
O estudo, financiado pelo Fundo Vale, mapeou percepções e comportamentos de consumo em relação à maior floresta tropical do mundo. Embora 83% dos entrevistados acreditem que consumir produtos amazônicos apoia comunidades locais, a compreensão sobre a bioeconomia é superficial, muitas vezes reduzida a associações genéricas com sustentabilidade.
Paulo Reis, presidente da ASSOBIO, enfatiza que a bioeconomia pode ser um caminho para conectar a floresta à vida dos brasileiros. A COP30, que ocorrerá em Belém, será uma oportunidade para aproximar as pessoas do bioma, essencial para o equilíbrio climático global. 42% dos entrevistados demonstram interesse em consumir produtos amazônicos, especialmente nas áreas de alimentação e cosméticos.
Entretanto, a pesquisa também revelou uma contradição no comportamento dos consumidores: 81% afirmam economizar água e energia, mas apenas 15% consideram a sustentabilidade um tema de interesse cotidiano. Estela Brunhara, da FutureBrand, observa que, apesar do orgulho e da admiração pela Amazônia, o consumo ainda é guiado por lógicas tradicionais de preço e conveniência.
Além disso, 60% dos entrevistados consomem produtos amazônicos com frequência, mas enfrentam barreiras como preços elevados e dificuldade de acesso. Entre os que não consomem, 54% não encontram os produtos onde vivem e 34% não sabem identificá-los. A pesquisa evidencia a necessidade de ampliar o entendimento sobre a Amazônia e a bioeconomia, superando estereótipos e promovendo um desenvolvimento sustentável.
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