- Um estudo recente revelou que 16.500 mortes ocorreram na Europa durante o verão de 2023 devido a altas temperaturas ligadas às mudanças climáticas.
- A pesquisa, realizada por especialistas do Imperial College London e da London School of Hygiene & Tropical Medicine, analisou dados de 854 cidades, abrangendo cerca de 30% da população europeia.
- Das 24.440 fatalidades relacionadas ao calor, 68% foram atribuídas diretamente às alterações climáticas.
- A população idosa, com mais de 65 anos, representa 85% das mortes relacionadas ao calor, com a Itália sendo o país mais afetado, seguido por Espanha, Alemanha, França e Reino Unido.
- Os pesquisadores pedem a implementação urgente de políticas de proteção contra o calor e destacam a transição para energias renováveis como essencial para reduzir a mortalidade.
Um estudo recente revelou que 16.500 mortes ocorreram na Europa durante o verão de 2023, atribuídas a altas temperaturas exacerbadas pelas mudanças climáticas. A pesquisa, realizada por especialistas do Imperial College London e da London School of Hygiene & Tropical Medicine, analisou dados de 854 cidades, abrangendo cerca de 30% da população europeia.
Entre os 24.440 óbitos relacionados ao calor, 68% foram diretamente ligados às alterações climáticas. O estudo, que coletou dados entre 1º de junho e 31 de agosto, destaca que as temperaturas médias estavam 2,2 graus Celsius acima do normal, com picos de até 3,6 graus em algumas regiões. O verão de 2023 foi considerado o mais quente já registrado em países como Portugal, Espanha e Reino Unido.
Impacto nas Populações Vulneráveis
A população idosa, com mais de 65 anos, representa 85% das mortes relacionadas ao calor. Os pesquisadores alertam para a crescente ameaça que os verões extremos representam para uma população europeia cada vez mais envelhecida. As mortes frequentemente são registradas como problemas cardíacos ou respiratórios, sem mencionar o calor como fator contribuinte.
Os dados mostram que a Itália foi o país mais afetado, com 4.597 mortes, seguida pela Espanha (2.841), Alemanha (1.477), França (1.444) e Reino Unido (1.147). Cidades como Roma, Atenas e Paris foram algumas das mais impactadas.
Necessidade de Ação
Os pesquisadores enfatizam a urgência de políticas de proteção contra o calor. A transição dos combustíveis fósseis para energias renováveis é apontada como a medida mais eficaz para reduzir a mortalidade. Friederike Otto, professora de Ciência Climática no Imperial College London, afirmou que a relação entre a queima de combustíveis fósseis e o aumento das temperaturas é inegável.
Se a dependência desses combustíveis não tivesse persistido, muitas das 16.500 mortes poderiam ter sido evitadas. O estudo alerta que, se não houver uma aceleração na transição energética, o risco de mortes relacionadas ao calor aumentará nos próximos anos, com previsões de temperaturas até três graus Celsius mais altas neste século.
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