- O AlterEgo, dispositivo desenvolvido no MIT, permite comunicação silenciosa por sinais musculares.
- O CEO da AlterEgo, Arnav Kapur, apresentou o dispositivo em 8 de setembro, destacando sua aplicação para pessoas com distúrbios da fala, como esclerose lateral amiotrófica (ELA) e esclerose múltipla (EM).
- O aparelho se posiciona sobre a orelha e traduz sinais musculares em comandos para uma inteligência artificial, reproduzindo áudio por fones de condução óssea.
- Desde 2018, o AlterEgo passou por melhorias e atualmente está sendo testado em pacientes com ELA e EM, com resultados ainda não divulgados.
- Os testes incluem pacientes em diferentes estágios da doença, visando melhorar a qualidade de vida dos usuários.
Arnav Kapur, CEO da AlterEgo, apresentou no dia 8 de setembro um dispositivo inovador desenvolvido no MIT, que permite comunicação silenciosa através de sinais musculares. O AlterEgo visa auxiliar pessoas com distúrbios da fala, como esclerose lateral amiotrófica (ELA) e esclerose múltipla (EM), sem a necessidade de cirurgia.
O dispositivo, que se posiciona sobre a orelha, interpreta os sinais dos músculos usados na fala e os traduz em comandos para uma inteligência artificial. A tecnologia prevê o que o usuário deseja comunicar e reproduz o áudio por meio de fones de condução óssea, permitindo uma interação discreta e eficiente. Kapur destaca que o AlterEgo oferece a “poder de telepatia” para compartilhar pensamentos específicos.
Diferente de outras interfaces cérebro-máquina, como as da Neuralink, o AlterEgo não requer a inserção de eletrodos no cérebro, tornando-se uma opção menos invasiva. O dispositivo detecta sinais elétricos dos músculos articulatórios, mesmo quando a face não se move, e envia essas informações para modelos de IA que interpretam as intenções do usuário.
Avanços e Testes
Desde sua criação em 2018, o AlterEgo passou por diversas melhorias. Inicialmente, o protótipo era volumoso e tinha funcionalidades limitadas. Com o avanço da inteligência artificial, a versão atual já permite pesquisas na internet e interações mais complexas. Atualmente, o dispositivo está sendo testado em pacientes com ELA e EM, com resultados ainda não publicados.
Kapur afirma que, embora pacientes totalmente paralisados não consigam utilizar o sistema, muitos ainda apresentam sinais esparsos que podem ser detectados. Os testes incluem tanto pacientes em estágios iniciais quanto em estágios mais avançados da doença, com a expectativa de que a tecnologia possa melhorar a qualidade de vida de muitos. Howard Chizeck, engenheiro elétrico da Universidade de Washington, ressalta que a eficácia do dispositivo depende do controle que o usuário tem sobre os músculos da fala.
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