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Amazônia perde 20% de sua cobertura florestal em quatro décadas de desmatamento

A abertura de pastagens agora é a principal causa do desmatamento, com a Amazônia perdendo 52 milhões de hectares nos últimos 40 anos.

52 milhões de hectares da Floresta Amazônica se perderam nos últimos 40 anos (Foto: Reprodução)
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  • A Amazônia está próxima do ponto de não retorno em sua cobertura florestal, segundo dados do MapBiomas, divulgados em 15 de outubro de 2023.
  • A abertura de pastagens superou a soja como principal causa do desmatamento na região.
  • Nos últimos 40 anos, a floresta perdeu 52 milhões de hectares, o que representa 13% da vegetação nativa entre 1985 e 2024.
  • Em 2024, 15,3% da área da Amazônia estava ocupada por atividades humanas, como agricultura e pecuária.
  • A Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30) em Belém destaca a urgência de ações para preservar a Amazônia, enquanto o governo brasileiro enfrenta desafios na proteção da floresta.

A Amazônia está à beira do ponto de não retorno em sua cobertura florestal, conforme dados do MapBiomas. O estudo, divulgado em 15 de outubro de 2023, revela que a abertura de pastagens superou a soja como principal causa do desmatamento na região. Nos últimos 40 anos, a floresta perdeu 52 milhões de hectares, representando 13% da vegetação nativa entre 1985 e 2024.

A Amazônia, que ocupa quase metade do território brasileiro, enfrenta uma grave crise ambiental. Em 2024, 15,3% de sua área já estava ocupada por atividades humanas, como agricultura e pecuária. Bruno Ferreira, do MapBiomas, alerta que a floresta está se aproximando da faixa de 20% a 25% de desmatamento, limite crítico para sua sustentabilidade.

Impactos da Antropização

Os dados mostram que 83% da ocupação do bioma por atividades humanas ocorreu entre 1985 e 2024. A área de pastagens cresceu 355%, passando de 12,3 milhões de hectares em 1985 para 56,1 milhões de hectares em 2024. A silvicultura e a agricultura também tiveram aumentos significativos, com a agricultura expandindo 4.321% no mesmo período.

Além disso, a mineração se tornou uma preocupação crescente, com a área ocupada por essa atividade saltando de 26 mil hectares em 1985 para 444 mil hectares em 2024. O avanço do garimpo ilegal em áreas protegidas, como reservas indígenas, agrava ainda mais a situação.

Desafios e Oportunidades

A Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30), que ocorrerá em Belém, destaca a urgência de ações para preservar a Amazônia. O governo brasileiro, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, busca se posicionar na agenda ambiental, mas enfrenta desafios internos e externos, como a polêmica exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Com a moratória da soja, que visa proteger a floresta, o desmatamento para o cultivo dessa commodity caiu 68% desde 2008. Contudo, a recente decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de encerrar o acordo foi suspensa pela Justiça Federal, mantendo a pressão sobre a preservação da Amazônia.

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