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Jardim sensorial: guia para criar espaço que ativa os sentidos

Jardim sensorial ativa sentidos humanos e reduz estresse, ao combinar espécies, texturas, sons e materiais naturais para criar espaços terapêuticos

O jardim sensorial desperta sensações, promove relaxamento e estimula uma conexão mais profunda com a natureza Projeto: Depieri Paisagismo |
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  • O jardim sensorial combina espécies vegetais, materiais naturais, texturas, sons e elementos construtivos para ativar os sentidos e promover relaxamento.
  • Ele busca transformar áreas verdes em espaços vivos que estimulam visão, audição, tato, olfato e, em alguns casos, paladar.
  • Os benefícios incluem redução do estresse, melhoria do bem-estar físico e emocional, e uma leitura mais humanizada do ambiente.
  • O passo a passo envolve análise do local, definição do objetivo sensorial, seleção de espécies, escolha de materiais e projeto de irrigação/drenagem com acompanhamento técnico.
  • Jardins sensoriais podem funcionar em espaços pequenos, como apartamentos, com plantas multifuncionais, jardins verticais e vasos bem posicionados, sempre com foco na manutenção e na segurança.

O jardim sensorial ganha espaço nos projetos paisagísticos, oferecendo mais que estética. Trata-se de espaços vivos que ativam os sentidos humanos, promovem relaxamento e fortalecem a conexão com a natureza. Combinando plantas, materiais naturais, texturas, sons e elementos construtivos, o ambiente convida à experiência.

Paisagistas Cleber e Arthur Depieri, do escritório Depieri Paisagismo, destacam que o jardim sensorial se baseia em uma experiência multissensorial bem executada. A diversidade vegetal, com texturas, cores e aromas, é essencial, assim como estímulos táteis, sonoros e a presença de materiais naturais como pedra, madeira e cascas.

Elementos essenciais

Um jardim sensorial deve oferecer estímulos variados: plantas com diferentes texturas, aromas e formatos, além de folhas macias, rugosas e aveludadas. O som do vento, da água e até uma música suave de fundo contribuem para a imersão, segundo os profissionais. A acessibilidade e a circulação também são prioridades.

O uso de materiais naturais reforça a conexão biofílica, enquanto a seleção de espécies aromáticas potencializa o efeito sensorial. A equipe ressalta benefícios como redução do estresse, melhora do bem-estar e estímulos cognitivos, mantendo o espaço esteticamente valorizado.

Passo a passo

O processo começa pela análise do local, com insolação, ventilação, temperatura e umidade, além do uso previsto. Em seguida, define-se o objetivo sensorial do projeto e os sentidos a serem estimulados. A seleção de espécies deve considerar resistência climática e manutenção.

Paralelamente, são escolhidos materiais, pisos, caminhos e mobiliário externo, integrando tudo ao conceito. Um projeto adequado de irrigação e drenagem é fundamental para a longevidade do jardim, assim como o acompanhamento técnico durante a implantação.

Espaços internos ou pequenos

Jardins sensoriais cabem em apartamentos e varandas com metragem reduzida. Devem priorizar espécies multifuncionais que estimulem mais de um sentido ao mesmo tempo. Plantas aromáticas e táteis são escolhidas para impactar sensorialmente, mesmo em espaços compactos.

Adaptar envolve jardins verticais e vasos posicionados estrategicamente, otimizando o espaço disponível. A facilidade de manutenção também é considerada, especialmente em ambientes internos, para manter o conceito sensorial ao longo do tempo.

Principais cuidados

A manutenção vai além da estética e inclui podas regulares, adubação e controle fitossanitário. Crescimento excessivo pode comprometer a interação sensorial. Repor plantas aromáticas que perdem intensidade ao longo do tempo é necessário, assim como conservar materiais naturais como madeira e pedra.

A segurança é outro ponto crucial, sobretudo em projetos com crianças ou animais de estimação. Opções não tóxicas e a eliminação de elementos cortantes ajudam a manter o espaço terapêutico e seguro.

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