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Plantas potencialmente tóxicas exigem atenção no dia a dia

Plantas ornamentais contêm toxinas que podem irritar mucosas, provocar intoxicação e até complicações graves; atenção ao manuseá-las

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  • Plantas comuns podem ter substâncias tóxicas que provocam irritação, intoxicação ou piora da saúde; é preciso identificar e tomar cuidados no manuseio.
  • Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.) contém cristais de oxalato de cálcio e pode irritar severamente boca e garganta.
  • Tinhorão (Caladium spp.) também possui oxalato de cálcio, causando dor intensa, inchaço e dificuldade para respirar.
  • Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica) é tóxico em todas as partes; contato pode provocar queimação e inchaço em mucosas.
  • Espirradeira (Nerium oleander) é altamente tóxica e pode causar arritmias e morte se ingerida.

Diversas plantas ornamentais possuem substâncias tóxicas que podem irritar a boca, a garganta ou desencadear reações mais graves em pessoas e animais. O manuseio inadequado aumenta o risco de intoxicações, especialmente em ambientes domésticos.

A lista apresentada reúne espécies comuns em jardins e interiores, algumas com toxicidade já conhecida. A identificação correta das plantas ajuda a evitar acidentes, sobretudo com crianças e pets.

Contudo, o cuidado diário é essencial: lavar as mãos após tocar plantas, evitar mastigação acidental de folhas e manter espécies perigosas fora do alcance de crianças.

Plantas de atenção

Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)

Nativa da América Central e do Sul, possui cristais de oxalato de cálcio que irritam boca e garganta se ingeridos ou colocados na boca.

Tinhorão (Caladium spp.)

Originária da América do Sul, cultivada como ornamental, contém oxalato de cálcio que pode provocar dor, inchaço e dificuldade para respirar.

Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica)

Da África do Sul, cresce em climas tropicais. Todas as partes são tóxicas; contato com mucosas pode causar queimação e inchaço.

Hortênsia (Hydrangea macrophylla)

Vem do Japão e da China; flores contêm substâncias que podem liberar cianeto se ingeridas, levando a intoxicação.

Espirradeira (Nerium oleander)

Originária do Mediterrâneo e da Ásia, muito utilizada como ornamental; é altamente tóxica, podendo provocar arritmias e potencial risco de morte.

Mamona (Ricinus communis)

Da África, planta comum em áreas tropicais. Sementes contêm ricina, toxina que pode causar falência de órgãos.

Cicuta (Cicuta virosa)

Nativa da Europa e América do Norte, cresce em áreas úmidas; neurotoxina que pode trazer convulsões e paralisia.

Aroeira-brava (Schinus terebinthifolia)

Originária da América do Sul; contato pode causar dermatites e reações alérgicas severas.

Beladona (Atropa belladonna)

Presente em várias regiões; alcaloides tropânicos podem provocar alucinações, paralisia e risco de morte.

Trombeta-de-anjo (Brugmansia spp.)

Da América do Sul, cultivada em regiões tropicais; contém substâncias que podem causar delírios e parada cardíaca.

Manacá-de-jardim (Brunfelsia uniflora)

Originária da América do Sul; toxinas que afetam o sistema nervoso, com convulsões e vômitos.

Teixo (Taxus baccata)

Nativo da Europa; todas as partes, exceto o arilo, contêm taxina, capaz de causar parada cardíaca.

Abutua (Aristolochia cymbifera)

Da América do Sul; contém aristoloquina, potencialmente danosa aos rins e associada a risco de câncer.

Oleandro-amarelo (Thevetia peruviana)

Da América Central e do Sul; sementes e látex são altamente tóxicos, podendo levar à insuficiência cardíaca.

Pinhão-paraguaio (Jatropha curcas)

Originário da América Central; sementes contêm forbol, toxina que provoca vômitos e diarreia severa.

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