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Dicas para proteger imóveis contra o caracol africano.

Com a temporada de chuvas, o caracol africano prolifera e pode carregar parasitas; especialistas explicam como identificar, afastar e eliminar com segurança

O caracol africano se prolifera principalmente em ambientes úmidos e sombreados, comuns durante períodos de chuva
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  • O caracol africano (Achatina fulica) se prolifera na temporada de chuvas, prefere ambientes úmidos e pode chegar a 20 centímetros de comprimento.
  • Pode transmitir parasitas que causam meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal; a contaminação ocorre pela ingestão de verduras mal higienizadas ou pelo contato com muco contendo larvas.
  • A aparição varia por região: sudeste costuma ocorrer entre outubro e março; nordeste entre abril e julho; ele busca jardins úmidos e matéria orgânica.
  • Medidas para evitar a presença: manter o jardim limpo, evitar acúmulo de água e de folhagens/entulhos; temperos de cheiro forte ajudam a espantar; identificar ovos e usar barreiras com cal em muros.
  • Se encontrar o caracol: coletar com luvas, mergulhar em solução de cal ou água sanitária por cerca de vinte e quatro horas, descartar ou enterrar, e lavar as mãos depois.

Durante a temporada de chuvas, o caracol africano volta a preocupare moradores de quintais, jardins e terrenos baldios. A espécie Achatina fulica se move em ambientes úmidos, onde se reproduz com mais facilidade, potencializando a infestação.

Especialistas alertam que o caracol atua como hospedeiro intermediário de parasitas que podem causar doenças. O Angiostrongylus cantonensis está associado à meningite eosinofílica, enquanto Angiostrongylus costaricensis pode provocar angiostrongilíase abdominal. A transmissão ocorre pela ingestão de verduras mal higienizadas ou pelo contato com o muco do animal.

A aparência típica do caracol é marrom com listras claras, podendo chegar a 20 centímetros. Em períodos secos, eles ficam em estado de dormência e retornam à atividade com a volta das chuvas. A observação varia conforme a região, com picos emergentes geralmente coincidentes com os períodos chuvosos locais.

No Sudeste, a saída dos moluscos costuma ocorrer entre outubro e março, durante a primavera e o verão. No Nordeste, a alerta ocorre entre abril e julho, quando as chuvas são mais frequentes. Essa sazonalidade aumenta a probabilidade de encontros com residências e jardins.

Para reduzir a presença, a recomendação é manter o ambiente seco, limpo e sem acúmulo de matéria orgânica. A presença de folhagens espessas e restos vegetais facilita a umidade e atrai os animais, próximos de áreas domésticas. Plantas de cheiro forte podem ajudar a afastar o caracol.

Entre as medidas práticas estão a identificação de locais sombreados, abrigos sob vegetação, sob entulhos ou próximo a vasos de plantas. Barreiras físicas simples em muros com cal podem dificultar a passagem do molusco. O solo também pode receber cal após a limpeza de resíduos orgânicos.

Ao encontrar um caracol, a coleta deve ser feita com proteção nas mãos, preferencialmente luvas descartáveis. O animal e seus ovos devem ser imersos em solução de cal ou de água sanitária por até 24 horas. Após o processo, as conchas devem ser destruídas para evitar acúmulo de água e o descarte é feito no lixo comum ou por enterro.

Após a remoção, é essencial lavar bem as mãos com água e sabão. A higienização de alimentos também é fundamental para minimizar o risco de contaminação das hortaliças. Crianças e animais de estimação devem ser mantidos afastados das áreas onde os caracóis foram encontrados.

Especialistas ressaltam que, mesmo com medidas de controle, o risco de infestações retornar existe durante ciclos de chuva. A vigilância de jardins, quintais e áreas próximas a residências continua sendo uma prática importante para reduzir a proximidade entre o ambiente doméstico e o molusco.

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