- Anthony Burke comenta o Sydney Fish Market, um mercado de peixes de 800 milhões de dólares em Pyrmont, descrito como audacioso e com telhado repleto de painéis solares.
- Burke aponta que a obra é uma construção “audaciosa” para a Austrália, unindo atrações, leilões e áreas de armazenamento sob uma única estrutura.
- O antigo mercado será removido para abrir espaço a quatro torres que vão surgir no horizonte da cidade.
- Ele critica as casas australianas atuais, dizendo que são grandes demais, com pouca isolação e pouco verde, e defende residências mais acolhedoras e conectadas à comunidade para o bem-estar.
- Burke prevê mudanças radicais na moradia, com modelos de convivência compartilhada e multigeracional; em cerca de vinte anos pode não ser incomum ter quatro casas dividindo um quintal e uma vaga de garagem, com lavanderia comum.
Anthony Burke, apresentador e arquiteto, visita o novo Sydney Fish Market, em Pyrmont, para observar a obra que substitui o antigo mercado em um terreno vizinho. O espaço é descrito como uma estrutura de madeira, vidro e aço, avaliada em cerca de 800 milhões de dólares e já atraindo turistas, compradores e trabalhadores.
O visitante destaca que o mercado moderno inclui áreas para leilões e armazenamento frigorífico, além de funcionar como ponto de encontro com várias opções de alimentação. Burke percorria as bancadas de peixe, apontando itens como filés de bacalhau e mariscos, enquanto comentava a transformação do local. O novo mercado foi eleito pela Time como um dos maiores lugares do mundo em 2026.
Burke afirma que a ousadia do projeto está no conjunto arquitetônico. O teto abriga cerca de 400 painéis solares, ressaltando a busca por soluções sustentáveis no urbanismo moderno. O apresentador acrescenta que a arquitetura deve dialogar com a vida cotidiana, não apenas com a estética.
Implicações urbanas e sociais
A evolução do mercado de peixes contrasta com o futuro da área, que prevê quatro torres erguidas onde ficava o antigo mercado. Burke chama a substituição de paisagística e afirma que o novo empreendimento acarreta um trade-off necessário para financiar melhorias no entorno.
Em entrevista, o arquiteto comenta a relação entre habitação, bem-estar e comunidades. Segundo ele, casas grandes com poucos árvores contribuem para problemas de saúde e bem-estar, e há uma necessidade de repensar o conceito de lar na Austrália. Ele sugere foco em isolamento, aquecimento adequado e menor uso de materiais com VOCs.
Tendências de moradia e convivência
Burke observa que as casas costumam ser trocadas com frequência, impulsionadas pela busca de valor e pelo ROI. Ele propõe modelos de convivência compartilhada, coabitação e moradia multigeracional como possibilidades reais para o país. A ideia é criar espaços que favoreçam a interação comunitária e o bem-estar.
Ao final do passeio, o arquiteto ressalta que a arquitetura pode servir de vetor para conversas sobre o futuro da moradia e dos modos de vida. Em seus programas, ele incentiva escolhas de design que preservem o propósito de morar bem, ao invés de apenas ampliar áreas internas.
Entre na conversa da comunidade