- A autora faz uma viagem solo de campervan por Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega, com objetivo de chegar a Nordkapp e Knivskjellodden, no topo da Noruega, durante o solstício de verão.
- Em junho, o sol não se põe no norte da Noruega; a aventura começa em Rødby (Dinamarca) e passa por Helsingør, Helsingborg, Sigtuna e Uppsala antes de cruzar a fronteira para a Finlândia.
- Ela usa o direito de passagem e pernoite off-grid, conhecido como Allemansretten, para acampar sem deixar rastro, com vista para fjords, montanhas e lagos.
- O percurso inclui a travessia da Höga Kustenbronn, passagem por Karasjok (centro administrativo Sámi) e a chegada a Nordkapp, onde assiste ao luar ártico.
- No retorno, explora as ilhas Lofoten, o parque nacional Saltfjellet, a região de Trøndelag e a rota cênica Atlanterhavsvegen, terminando com paisagens costeiras e vida selvagem ao longo de Norway.
Foi uma viagem solo de campervan pelo Norte da Europa, começando em Denmark, atravessando Suécia e Finlândia, até Nordkapp, no topo da Noruega, durante o verão. A meta era chegar ao ponto mais setentrional da Europa a tempo do sol da meia-noite.
A autora viajou oito semanas com a intenção de explorar Denmark, Sweden, Finland e Norway, sem planos de hospedagem fixos. Seguiu o direito de acampar off-grid (Allemansretten), parando em fiordes, passes de montanha e costeiras, sem deixar rastros.
Na Finlândia, encontrou o Muro de Inari ao meio da noite de junho, entre lagos calmos e musgosas florestas de pinheiros. Em Rovaniemi, ouviu de um personagem com traje de Pai Natal sobre rebanhos de renas e segurança na estrada.
Pelo caminho, cruzou a ponte sobre o Öresund, entre Denmark e Sweden, e seguiu pela costa sueca até Sigtuna, próxima a Stockholm. Passou por Linnaeus’ Hammarby, uma antiga fazenda ligada a Linnaeus, e seguiu pela E4 rumo à fronteira com a Finlândia.
Nordkapp e o cenário ártico
Chegou a Nordkapp após contornar o litoral norte da Noruega, subindo por planaltos nevados e vistas ao Oceano Ártico. Percebeu a solidão do percurso e a sensação de estar a milhares de quilômetros de casa, mantendo a prática de acampar em locais remotos.
Estrada, natureza e caminhos alternativos
O retorno ocorreu por rotas diversas na Noruega, com paradas em ilhas como Lofoten e Runde. A viajante apreciou fiorde azul-turquesa, cachoeiras altas e a vida selvagem, incluindo aves marinhas e lonas de plantas costeiras.
Sobre a experiência e o foco da viagem
A autora destaca que optar pela solidão voluntária difere da solidão, destacando a memória como própria e compartilhável apenas por quem parte. A jornada, sem planejamento fixo, manteve o objetivo de explorar a região ártica com liberdade.
Apoios logísticos e informações úteis
A viagem ocorreu com uso de ferry entre Puttgarden, Alemanha, e Rødby, Dinamarca, e com vans menores disponíveis para aluguel em outros trechos europeus. A reportagem ressalta o valor de se viajar com veículos apropriados e planejamento básico, sem comprometer a autonomia.
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