A Organização Mundial da Saúde (OMS) está enfrentando problemas financeiros, especialmente após a saída dos Estados Unidos e por causa de conflitos globais. Para lidar com isso, a OMS quer encontrar novas formas de financiamento. Recentemente, a Guatemala liderou uma proposta para que a OMS reconheça a doença renal como uma prioridade global, assim como outras doenças graves. A ideia é diminuir as mortes e melhorar o acesso a tratamentos para essa condição, que afeta cerca de 674 milhões de pessoas no mundo. A doença renal é uma das principais causas de morte e pode agravar outras condições, como doenças cardíacas e diabetes. A proposta, apoiada por 19 países e pela Diretoria Executiva da OMS, pode ajudar a direcionar recursos para diagnóstico e tratamento. Implementar essa resolução custaria cerca de 16 milhões de dólares em sete anos, um valor considerado baixo em comparação com os benefícios esperados. No Reino Unido, a doença renal gera um custo econômico de 9,3 bilhões de dólares por ano. Especialistas alertam que não priorizar a doença renal pode resultar em mais mortes evitáveis.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfrenta um momento crítico, com desafios orçamentários agravados pela saída dos Estados Unidos e conflitos globais. Em meio a essa crise, a agência busca diversificar suas fontes de financiamento.
Uma resolução liderada pela Guatemala busca priorizar a doença renal como uma questão global de saúde, dentro do contexto das doenças não transmissíveis. O objetivo é reduzir o número de mortes e ampliar o acesso a tratamentos.
A proposta, que conta com o apoio de 19 países e da Diretoria Executiva da OMS, visa incluir a doença renal na lista de prioridades da organização, ao lado de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias.
Estima-se que 674 milhões de pessoas no mundo sofram de doença renal crônica, o que representa cerca de 8,5% da população global. A doença é uma das causas de morte prematura que mais crescem e deve se tornar a quinta principal causa de anos de vida perdidos até 2040.
A doença renal também aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares e agrava os riscos à saúde associados ao diabetes e à hipertensão. Além disso, pode contribuir para o desenvolvimento de outras doenças, como câncer e demência.
A resolução da OMS é crucial para sensibilizar sistemas de saúde e financiadores de pesquisa sobre a importância de priorizar a doença renal. A inclusão na lista de prioridades pode liberar recursos para diagnóstico, tratamento e pesquisa.
Implementar a resolução exigiria cerca de US$ 16 milhões ao longo de sete anos, um valor considerado modesto em comparação com os benefícios potenciais de melhorar a detecção e o tratamento da doença renal.
No Reino Unido, o impacto econômico da doença renal é estimado em £ 7 bilhões (US$ 9,3 bilhões) por ano. A OMS já apoia países no diagnóstico e tratamento de diabetes, doenças cardíacas e hipertensão, mas a doença renal também precisa ser uma prioridade.
Especialistas alertam que ignorar a doença renal como uma questão prioritária significa perder a oportunidade de reduzir a mortalidade prematura e evitável. Esforços coordenados em nível global são essenciais para minimizar o impacto da doença.
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