Um homem de 89 anos, com a próstata muito aumentada, passou por um novo tipo de tratamento no Hospital de Base de São José do Rio Preto, em São Paulo. Ele tinha hiperplasia prostática benigna e, devido à sua idade e outras condições de saúde, não poderia fazer uma cirurgia tradicional. Em vez disso, os médicos realizaram uma embolização das artérias da próstata, um procedimento menos invasivo que usa anestesia local. O paciente já teve alta e está se recuperando em casa, mas ainda precisa de acompanhamento médico devido a um sangramento. Essa técnica, que pode ser uma boa opção para pacientes com problemas semelhantes, foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros e agora está disponível no Sistema Único de Saúde. A embolização ajuda a reduzir o tamanho da próstata e melhora os sintomas urinários, sendo uma alternativa mais segura em comparação com as cirurgias tradicionais.
Um idoso de oitenta e nove anos foi submetido a uma embolização das artérias da próstata no Hospital de Base de São José do Rio Preto, em São Paulo. O procedimento, realizado pela primeira vez na instituição, foi indicado devido à hiperplasia prostática benigna (HPB) e ao tamanho da próstata, que estava seis vezes maior que o normal. Os médicos optaram por essa técnica menos invasiva em vez de uma cirurgia tradicional, que exigiria anestesia geral.
Gumercindo Gonçalves da Silva, o paciente, já teve alta e se recupera em casa, embora ainda precise de acompanhamento médico devido a um sangramento. O médico Rafael Garzon, responsável pela cirurgia, destacou que a embolização é uma alternativa promissora para pacientes com HPB de grande volume ou que não podem passar por cirurgias mais invasivas. A técnica, desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), é menos arriscada e requer apenas anestesia local.
Procedimento Inovador
A embolização consiste em bloquear seletivamente os vasos sanguíneos que irrigam a próstata, reduzindo seu volume e aliviando os sintomas urinários. O protocolo tradicional para casos semelhantes envolve riscos como sangramento, infecção e disfunção erétil, além de internação prolongada. A nova técnica, que até então estava disponível apenas na rede privada, foi aprovada para uso no Sistema Único de Saúde (SUS) após avaliação da equipe médica do hospital.
A coordenadora da residência de urologia do Hospital de Base, Ana Paula Bogdan, ressaltou o potencial da embolização como uma solução eficaz para casos complexos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. A técnica já está prevista no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas deve ser recomendada por uma equipe multidisciplinar.
Gumercindo, que já apresentava outras comorbidades, foi diagnosticado com HPB há um ano. Sua filha, Terezinha Gonçalves de Souza, comentou que a família não imaginava a gravidade do problema até o surgimento de sangramentos. A expectativa é que a recuperação total ocorra em breve, com a redução dos sintomas.
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