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Socialização fortalece a resistência ao declínio cognitivo em idosos

Pesquisa revela que socialização e neurônios de von Economo são essenciais para a saúde cognitiva dos "super-idosos"

Leigh Steinman, 82, é um dos "super-idosos", pessoas com 80 anos ou mais que têm a mesma capacidade de memória que alguém 20 a 30 anos mais jovem, em Chicago (Foto: Lyndon French - 5.ago.25/The New York Times)
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  • A pesquisa da Universidade Northwestern, iniciada em 2000, investiga os “super-idosos”, que são pessoas com 80 anos ou mais que mantêm habilidades cognitivas comparáveis às de indivíduos 20 a 30 anos mais jovens.
  • Ralph Rehbock, 91 anos, e Leigh Steinman, 82 anos, são exemplos de “super-idosos” que participam ativamente de atividades sociais em Chicago.
  • Um novo artigo de revisão indica que esses indivíduos possuem cérebros mais saudáveis, com maior quantidade de neurônios de von Economo, que estão associados a comportamentos sociais.
  • A socialização é considerada um fator crucial para a preservação das funções cognitivas, ajudando a evitar o declínio mental comum na velhice.
  • Estudos mostram que a solidão pode aumentar os níveis de cortisol, prejudicando a saúde cerebral, enquanto a interação social pode proteger contra a atrofia cerebral.

Ralph Rehbock, 91 anos, e Leigh Steinman, 82, são exemplos de “super-idosos”, indivíduos com 80 anos ou mais que mantêm habilidades cognitivas comparáveis às de pessoas 20 a 30 anos mais jovens. Ambos residem em Chicago e participam ativamente de atividades sociais, como encontros em sinagogas e projetos artísticos. A pesquisa da Universidade Northwestern, iniciada em 2000, investiga como esses idosos evitam o declínio cognitivo comum na velhice.

Um novo artigo de revisão revela que os “super-idosos” apresentam cérebros mais saudáveis, com maior quantidade de neurônios de von Economo, que estão associados a comportamentos sociais. A socialização é um fator crucial para a preservação das funções cognitivas. Sandra Weintraub, professora de psiquiatria da Northwestern, destaca que esses indivíduos tendem a ser mais extrovertidos e valorizam relacionamentos sociais.

Estudos indicam que a solidão pode elevar os níveis de cortisol, hormônio do estresse, levando a inflamações que prejudicam a saúde cerebral. Os “super-idosos” têm volumes cerebrais mais semelhantes aos de pessoas de 50 e 60 anos, o que sugere que a socialização pode proteger contra a atrofia cerebral. Além disso, a preservação de um neuroquímico importante para memória e atenção é mais evidente nesses indivíduos.

Bill Seeley, professor de neurologia, afirma que a presença de neurônios de von Economo pode ajudar na construção de redes sociais robustas, impactando positivamente o bem-estar geral. Embora a genética e a biologia desempenhem papéis significativos, a sociabilidade é um aspecto que não pode ser ignorado. A interação social, como a que Rehbock e Steinman mantêm, é fundamental para a saúde mental e cognitiva na velhice.

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