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Volcão de La Palma não afeta significativamente produção de plátanos na ilha

Estudo garante segurança do consumo de plátanos de La Palma após erupção, com contaminação abaixo de 1% da ingestão diária tolerável

Uma plantação de plátanos de Canarias. (Foto: Europa Press via Getty Images)
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  • A erupção do vulcão de Tajogaite, em La Palma, em 2021, resultou na perda de 53.000 toneladas de plátano, afetando 50% da produção local.
  • Inicialmente, houve preocupações sobre a contaminação dos frutos devido a cinzas e magma.
  • Um estudo recente publicado na revista PLOS One confirmou que os plátanos não apresentaram contaminação significativa.
  • A pesquisa revelou que a ingestão de elementos tóxicos nos plátanos estava abaixo de 1% da ingestão diária tolerável, tornando seu consumo seguro.
  • Especialistas destacaram a importância do monitoramento contínuo dos plátanos para garantir a segurança alimentar e observar a evolução da contaminação.

A erupção do vulcão de Tajogaite, em La Palma, em 2021, causou a perda de 53.000 toneladas de plátano, representando 50% da produção local. A situação levantou preocupações sobre a possível contaminação dos frutos devido à queda de cinzas e magma. No entanto, um estudo recente publicado na revista científica PLOS One revelou que os plátanos da região não apresentaram contaminação significativa.

A pesquisa, realizada por um grupo de especialistas de centros espanhóis, utilizou espectrometria de massas para analisar a composição dos plátanos nos meses seguintes à erupção. Os resultados mostraram que a ingestão de elementos tóxicos nos plátanos estava abaixo de 1% da ingestão diária tolerável, e em nenhum caso superou 3%. Isso indica que o consumo dos frutos é seguro e saudável.

Análise dos Resultados

Luis Alberto Henríquez Hernández, professor da Unidade de Toxicologia da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria e coautor do estudo, destacou a importância de entender como os contaminantes de uma erupção vulcânica podem afetar a cadeia alimentar. A pesquisa incluiu amostras de plátanos de diferentes áreas da ilha, comparando locais próximos ao vulcão com outros mais distantes. Além disso, plátanos de outras ilhas foram analisados como referência.

Pablo Gago Ferrero, cientista do IDAEA-CSIC, elogiou a variedade de amostras estudadas, incluindo elementos pouco explorados em contextos vulcânicos. Miguel Motas, professor de Toxicologia da Universidade de Murcia, ressaltou que, embora os níveis de elementos tóxicos tenham aumentado após a erupção, o risco para a população é mínimo, reafirmando que o plátano continua a ser uma opção segura e saudável.

Monitoramento Contínuo

Henríquez enfatizou a necessidade de continuar monitorando os plátanos da região para observar a evolução da contaminação ao longo do tempo. A introdução de elementos na cadeia alimentar pode variar conforme fatores climáticos e características do solo. O acompanhamento contínuo é essencial não apenas para a segurança alimentar, mas também para fins científicos.

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